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Desperdício de água e excesso de larvas do Aedes Aegypti, provocam ação no cemitério

Pessoas que limpam túmulos deixam torneiras dos tanques abertas: a água transborda

Pessoas que trabalham com a limpeza de túmulos encontraram os tanques vaziosA decisão da Secretaria Municipal de Obras de quebrar parte de todos os tanques existentes no cemitério São Bento, como forma de conter o desperdício de água e a proliferação dos criadouros de dengue no local, causou grande confusão na manhã de ontem, quando pouco mais de uma dezena de pessoas que trabalham com a limpeza de túmulos por lá chegaram e não encontraram os tanques cheios d’água.

Irritados, os trabalhadores acionaram vereadores e alguns órgãos de imprensa, na tentativa de reverter o quadro, e conseguirem a reconstrução dos 25 tanques quebrados. Pouco depois das 10 horas da manhã, uma comissão deles se reuniu com parlamentares e representantes da Secretaria de Serviços no Palacete Carlos Alberto Manço. O titular da Pasta, Paulo Maranata, estava em viagem e não pôde comparecer.

O problema do cemitério municipal, na verdade, acontece já há tempos, e foi objeto de discussão na própria Câmara Municipal, quando na última semana realizou uma Audiência Publica para discutir o grave momento de proliferação da dengue na cidade.

Durante o evento, agentes da Vigilância Sanitária e Epidemiológica chamaram a atenção para a situação complicada por que passa o cemitério São Bento, onde existem muitas poças d’água e proliferam os criadouros do mosquito transmissor da doença. Por isso mesmo, segundo se falou na Audiência, os moradores dos bairros adjacentes ao São Bento correm sérios riscos de contágio.

Os riscos no cemitério municipal
Falando sobre o assunto na tarde de ontem, o secretário de Serviços, Paulo Maranata, revelou que os grandes problemas que sua Pasta vem enfrentando no cemitério São Bento se referem, principalmente, ao aumento dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti no local, além do consumo altíssimo de água que tem se registrado por lá, o que onera bastante aos cofres públicos.

E tudo acontece, segundo se apurou, porque o cemitério São Bento recebe, praticamente todos os dias, inúmeras pessoas que trabalham por conta própria no local, fazendo a limpeza dos túmulos. Para fazer o trabalho, essas pessoas contam com os préstimos de um garoto, que chega diariamente ao cemitério logo depois de sua abertura (por volta das 7 horas da manhã).

O garoto percorre o cemitério e abre todas as 25 torneiras que abastecem os 25 tanques existentes nos locais, deixando o lugar a seguir. Com isso, quando as pessoas que lavam os túmulos chegam ao cemitério, depois das 8 horas, os 25 tanques já estão transbordando há tempos, desperdiçando água em excesso, com o líquido escorrendo pelas ruas do cemitério, formando poças e favorecendo a proliferação do mosquito da dengue (os tanques também ficam com água parada).

“Nós apuramos que a mesma situação ocorria em outras cidades, como Ribeirão Preto e Américo Brasiliense, onde as autoridades decidiram abrir um pequeno buraco na parte de baixo dos tanques, como maneira de evitar que a água permanecesse parada por muito tempo. Deu errado, porque as pessoas fecharam os buracos e a situação persistiu”, explicou o secretário, para quem, o assunto tinha que ser resolvido com urgência.

A solução encontrada em Araraquara, portanto, foi a de resolver os dois problemas de forma definitiva – Abriu-se um bom tamanho do lado dos tanques, inviabilizando completamente o desperdício desenfreado e o acúmulo de água nos tanques e nas ruas do cemitério. “A nossa intenção não é complicar a vida das pessoas que trabalham na limpeza dos túmulos no cemitério, mas, sim, eliminar os criadouros de dengue no local e acabar com o desperdício de água por lá, que custa uma fortuna aos cofres públicos da cidade. Ou seja, é a população quem acaba pagando a conta de água para que algumas pessoas possam realizar seu trabalho de limpar os túmulos no cemitério”, falou.

Maranata explicou ainda que a única mudança que vai ocorrer no dia a dia daqueles que trabalham no local é que, a partir de agora, todos terão que desenvolver sua função com baldes, ou mesmo, com mangueiras, o que economizará água (e dinheiro público) e evitará a formação de poças com água parado no cemitério.

Uma reunião acontece hoje, às 15 horas, no plenário da Câmara Municipal para discutir o assunto. Uma proposta surgida ontem já fala em criar uma Cooperativa entre a pessoas que trabalham no cemitério, o que parece não estar agradando a todos os envolvidos, já que alguns deles já terceirizam o trabalho de limpeza de túmulos.

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