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Descaso com meio ambiente contribui com as enchentes

Temporal igual ao último sábado não era comum em Araraquara

José A. C. Silva
O Imparcial tem feito várias denúncias sobre o descaso com o meio ambiente, há um bom tempo, principalmente em relação a desmatamentos que são feitos na criação de grandes condomínios. Em Araraquara não era costumeiro haver enchentes, agora temos visto efeito em cadeia não tendo vazão da água em vários pontos, e se não houver medidas a tendência é piorar.No último sábado a cidade foi afetada, bairros tiveram pontes e residências destruídas. Alguns carros foram levados pela força da água, estando uma senhora de 80 anos desaparecida, continuando as buscas com cães enviados de São Paulo e possivelmente serão usados aviões e helicópteros.O prefeito Marcelo Barbieri tenta buscar recurso estadual para reparar os estragos principalmente na avenida Santos Dumont, sobre o córrego Água Branca, onde a chuva destruiu uma ponte e foi formada uma cratera – os reparos estão avaliados em um R$ 1 milhão. Em abril de 2011, Araraquara também foi assolada por chuva e vento, não tendo ajuda do governo do estado. Naquele período o estádio do Botânico teve toda cobertura da arquibancada retorcida e arrancada pelo vento, permanecendo sem conserto até agora.
Código Ambiental
Em meio a tudo que vem acontecendo, as organizações da indústria tentam tirar regras para cidades do Código Florestal, com o objetivo de derrubar percentual mínimo de área verde em construções e preservação de matas em margens de rios. Por meio de lobby tenta excluir dispositivos que prevêem a proteção de vegetação em áreas urbanas – contando com apoio de setores do PT­­­­­ – ­o código está em fase final, tramitando no Congresso. Voltou para à Câmara após ter sido aprovado no plenário daquela casa e depois alterado pelo Senado. A segunda votação no plenário está marcada para o próximo dia 6, seguindo para sanção da presidente Dilma Rousseff. Por meio de representantes da CNI (Confederação Nacional da Indústria) pediram ao relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que suprima dois pontosdo substitutivo do Senado. A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), principal entidade da construção civil, quer modicar um terceiro ponto. Os deputados podem acatar as modificações do Senado, suprimí-las ou rejeitá-las em favor do texto original aprovado por eles em 2011. Um dos pontos contestados estabelece um percentual mínimo de 20m² de área verde por pessoa nas expansões urbanas. A CBIC considera essa cifra inaceitável porque manter a vegetação aumenta o valor da terra – uma vez que novos empreendimentos precisam de áreas maiores. O mercado relativo a terrenos na construção civil tem se voltado para a periferia das cidades, podendo em situação de mudança trazer prejuízos no financiamento público – via Minha Casa Minha Vida – e outros negócios com o código. Já a CNI se opõe a dois parágrafos do texto, que estabelece percentuais mínimos de preservação de matas ciliares em área urbana. Alguns especialistas defendem a tese que cabe ao município, através dos planos diretores podendo implicar até na retirada de industrias de varias cidades, principalmente as que estão instaladas em frente de rios.

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