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Depois de responder ao MP médico é demitido



Segundo Dr. César, sua demissão da cooperativa pode ter sido causada depois que foi chamado ao Ministério Público

Da redação
O coordenador da UPA de Araraquara, Dr. Cesar Augusto Esteves, faz tudo que está ao seu alcance para atender os pacientes que lá chegam. Na Unimed era a mesma coisa. Por isso, vários usuários da cooperativa chegaram a fazer um abaixo-assinado pedindo a sua volta à Unimed, onde atuou por cinco anos no Hospital São Paulo, como médico da emergência do 24 horas. Quando foi comunicado de sua dispensa uma ‘pulga atrás da orelha’ o persegue até hoje, embora diga que não precise propagar quem é, pois a população sabe.
Como algumas associadas procuraram a redação do jornal para que questionássemos a UNIMED sobre o caso do Dr. César Esteves entramos em contato com o mesmo e também com a assessoria de imprensa da Unimed para alguns esclarecimentos.
Dr. César contou à reportagem que é araraquarense e formado médico com especialização de urgência e emergência, atendimento hospitalar e UTI.
Ele confirma o desligamento. “Fui dispensado (pessoa jurídica) tenho inclusive o termo de rescisão da empresa”. Ele que é benquisto e muito solicitado em outros lugares, até fora de Araraquara, mas lamenta o ocorrido, mesmo porque recebia todo tipo de elogios nas caixinhas de sugestões da Unimed, que nunca recebeu uma única crítica ou advertência e que os colegas que trabalhavam com ele eram super parceiros; o tempo médio de espera na fila era zero. A ficha caía na caixinha e ele já estava atendendo. Tudo que pode ser como bom profissional na área em que atua ele foi. Não chega a seus ouvidos que nenhum paciente ou usuário do sistema de saúde público ou privado questionado o Dr. Cesar, então alguma coisa deve estar fazendo de certo.
Despedida triste
Cesar Augusto Esteves conta que sempre se deu muito bem na Unimed e se lembra que no último plantão ocorrido em outubro teve até festa de despedida.
Segundo ele, os prováveis motivos de ter sido dispensado do Hospital São Paulo foi que tinha, de repente, mexido com os interesses de alguns elementos do corpo clínico da Unimed isso no âmbito da prefeitura onde é coordenador. “É preciso frisar que recebo ordens. O secretário de Saúde, na época, questionou junto ao Ministério Público a conduta de médicos que davam atestado questionáveis, que faltavam a plantões, faziam esquemas muito sórdidos na questão de divisão de horários e o Jurídico, bem como o secretário de Saúde que levaram isso a Promotoria, além da denúncia de um vereador. Quando sou chamado por uma Promotoria para prestar esclarecimentos sou obrigado a esclarecê-los com documentos. Nunca persegui ninguém. Essa é a verdade. As pessoas que se sentiram perseguidas por suas atitude, não por mim, pois desde o meu primeiro dia a minha conduta é trabalhar em prol da moralização. Fui informado que o Ministério Público havia solicitado não somente para os médicos horistas, talvez essa seja a minha infelicidade como médico e do secretário da saúde na época, mas questionamento para todos da Rede e não somente os da UPA. Tem médico que pediu a minha cabeça na Unimed que me odeia e eu nem conheço. Se eu ver na rua não sei quem é”.
Direito de dispensar e contratar
Dr. César deixa claro que a Unimed tem o direito de dispensar e contratar quem ela quiser. “Não está errado isso, mas segundo eles mesmos me disseram, no momento em que temos um profissional que deixa a casa vazia como eles mesmos disseram, num momento de carência de profissionais me demitem sem eu entender o porque?”
Confuso com a decisão, pois se recebia elogios e foi dispensado mesmo assim, Esteves foi fazer um questionamento e a explicação dada foi que médicos da rede básica, da qual nem participa, questionaram a sua ida à Promotoria. “Eu não fui a lugar nenhum, A Promotoria me convocou por que o secretário da Saúde da época denunciou isso para a Promotoria.
Outro detalhe é que ele sequer conhece a maioria dos 200 médicos que a Promotoria questionou e pisou num posto de saúde somente uma vez para substituir um médico, pois não atende consultas primárias. Toda essa gama de pessoas, alguns da UPA e uma grande parte da rede básica, segundo os coordenadores não me quiseram na Unimed. Eu sai”.
Ele ressalta que existe uma união em torno de seu nome, seja esta oposição ou situação, mas que se esbarra na questão política por conta do corporativismo médico é algo muito difícil de ser mudado.
Em nota, a assessoria de imprensa respondeu que o motivo foi que a Unimed realizou uma reestruturação de todo o corpo de profissionais de nossa Unidade de Emergência.

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