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Comércio de Araraquara apresenta bom resultado no emprego

Saldo geral de postos de trabalho, no entanto, teve queda no mês de junho, com 551 postos de trabalho fechados

Araraquara registrou queda do emprego no mês de junho com o fechamento de 551 postos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O setor que mais demitiu foi o de serviços e o único segmento que apresentou saldo positivo foi o comercial, atingindo seu terceiro mês seguido de criação de vagas formais. O saldo negativo geral de empregos é resultado de 2.122 contratações e 2.673 demissões.

De acordo com a economista do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), Délis Magalhães, o setor de serviços já vinha apresentando saldos negativos desde abril e, em junho, teve uma perda mais acentuada. “Esse segmento sozinho fechou 470 postos de trabalho e foi responsável por grande parte dessa queda. As últimas melhoras no ambiente econômico, como câmbio e taxas de juros, têm menor influência sobre o desempenho do setor de serviços, uma vez que ele depende prioritariamente do mercado interno e da renda da população, diferente de outras áreas que podem se beneficiar com o mercado externo”, afirma Délis.

O saldo geral de movimentação em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, teve uma piora, com o fechamento de 370 vagas a mais que em junho de 2016. Comércio, construção civil e indústria registraram saldos melhores que no ano anterior, enquanto nos setores de serviços e agropecuária ocorreu o oposto.

Comércio

O setor comercial teve seu terceiro resultado positivo no ano. Segundo a economista do Sincomercio, as datas comemorativas no primeiro semestre e os saques do FGTS foram essenciais para alavancar as vendas nessa primeira metade do ano e abrir novas vagas, mesmo que em pequena escala.

O subsetor varejista de Araraquara também continuou com a abertura de postos de trabalho, mesmo que timidamente. “Apesar das instabilidades, o varejo vem mostrando uma resistência maior ao longo deste ano e esperamos que consiga manter resultados positivos no decorrer do ano. No entanto, o setor também é muito dependente do consumo interno das famílias, que continua instável e condicionado a uma melhora no mercado de trabalho”, pondera Délis.

O saldo positivo de 37 vagas no mês no comércio varejista apresentou uma melhora se comparado à série histórica do município, uma vez que o período não apresentou um número expressivo de contratações. Desde 2012, os desligamentos vinham superando as admissões para o mês de junho, enquanto neste ano o resultado foi o melhor desde 2008, quando foram criados 65 postos de trabalho.

Em números absolutos, o aumento do mercado de trabalho do comércio varejista em junho foi mais influenciado pelas farmácias e perfumarias, eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento, de vestuário, tecido e calçados. Essas áreas juntas foram responsáveis pela criação de 58 postos com carteira assinada. O mês apresentou uma melhora para segmentos que estavam em queda, como o de lojas de vestuário, tecido e calçados. Os segmentos de autopeças e acessórios, concessionárias de veículos e outras atividades tiveram resultados ruins, com fechamento de 29 postos.

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