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Centro de Ressocialização Feminino realiza festa junina com reeducandas



Todas as 96 internas da unidade prisional inaugurada em 2004, trabalham e estudam

Centro de Ressocialização Feminino  realiza festa junina com reeducandas

Por_José Augusto Chrispim

O Centro de Ressocialização (CR) feminino de Araraquara realizou na noite dessa sexta-feira (13), sua ‘Festa Julhina’ que contou com a presença das reeducandas, familiares, funcionários e convidados. A festa teve doces típicos e a famosa quadrilha desenvolvida pelas internas.

A diretora técnica da unidade, Jucelia Gonçalves da Silva, acha importante esse tipo de atividade que, segundo ela, contribui para a ressocialização das internas, pois a proximidade entre elas e a administração do presídio lhes devolve a dignidade e favorece o retorna a vida em sociedade.

De acordo com a diretora, a unidade inaugurada no ano de 2004, tem capacidade para abrigar 96 detentas que estudam e trabalham. Entre as detentas, 32 que estão no regime semiaberto, trabalham fora da unidade em diversas secretarias municipais e em três empresas privadas. Já as do regime fechado trabalham internamente para cinco empresas que desenvolvem desde embalagens a calçados.

Para Jucelia, que já trabalhou em unidades prisionais masculinas como a de Serra Azul, na região de Ribeirão Preto, que abriga presos condenados por crimes sexuais, a unidade de Araraquara pode ser considerada modelo, pois nela existe um clima de harmonia e respeito, o que ajuda a fazer com que o índice de reincidência no crime das internas depois que saem do CR seja de apenas 3%.

Mas para ter direito a cumprir a pena no CR a pessoa tem que ser ré primária e a pena não pode ultrapassar os 10 anos. Além disso, a cidade de origem delas tem que ficar em um raio de no máximo 200 quilômetros de distância para facilitar o convívio com a família.

Tráfico de drogas

A maioria das 96 detentas é condenada pelo artigo 33 do código penal que se refere ao tráfico de drogas. De acordo com Jucelia, na unidade existem presas condenadas por crimes mais graves, mas a grande maioria teve envolvimento com o tráfico de entorpecentes.

Resultado do trabalho

Para a diretora da unidade, a gratificação maior de seu trabalho é ver que a ressocialização das meninas acontece de verdade e de forma completa. “A gente devolve a dignidade para elas. Muitas saem daqui e conseguem reestruturar suas vidas e até a vida de seus familiares. A minha alegria é devolvê-las para a sociedade melhores do que quando entraram aqui”, concluiu Jucelia.

Fotos: Suze Timpan

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