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Casas populares: a maracutaia continua

“Se a Secretaria da Habitação fizesse um trabalho sério, pelo menos 30% destas casas passariam para pessoas que de fato necessitam”

José A C Silva
A doméstica Edivania Maria da Conceição, de 49 anos, há mais de dez anos tenta conseguir uma casa popular junto à Prefeitura. Ela se diz revoltada com o que tem visto, muitas coisas erradas em relação à distribuição das residências. “Por várias vezes denunciei ao O Imparcial a malandragem que fazem com as casas, mal consenguem a propriedade já estão vendendo ou alugando. Eu sou arrimo de família, pago aluguel e sofri um acidente. Mesmo com o pé inchado nunca deixei de trabalhar, o que causa revolta que uma boa parte destas casas feitas no governo Marcelo Barbieri estão na mão de traficantes. Antes de chegar uma padaria ou farmácia são instaladas as chamadas biqueiras de venda de crack nos novos bairros”. Foi apurado que no Selmi Dei, as casas recem-construídas estão sendo negociadas e que também muitos dos adquirentes já têm um imóvel. As famílias sorteadas como suplentes de lista de contemplados com uma residência popular no Jardim do Valle e Valle Verde, na Região do Selmi Dei, em Araraquara, foram chamadas para apresentar seus documentos pessoais na Secretaria de Habitação tinham até o dia 19 de novembro para tentarem conseguir a primeira casa da sua vida. “Se a Secretaria da Habitação fizesse um trabalho sério, pelo menos 30% destas casas passariam para pessoas que de fato necessitam. Eu estive recentemente, onde foram entregues as novas casas e constatei que uma casa foi vendida pela bagatela de R$ 500,00 para um cidadão de Américo Brasiliense. Eu poderia fazer algo semelhante mas não acho justo”, finalizou Edivania.

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