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Câmara discute participação popular no transporte público e valor da tarifa de ônibus

Reativação de Conselho de Usuários e fechamento da Rua 2 para carros foram propostas de audiência pública

Reativação de Conselho de Usuários e fechamento da Rua 2 para carros foram propostas de audiência públicaA reativação do Conselho de Usuários do Transporte Público e o fechamento da Rua Nove de Julho para veículos particulares estão entre as principais propostas surgidas na audiência pública realizada ontem à noite, na Câmara Municipal, para discutir soluções voltadas à melhoria do transporte público em Araraquara. O preço da tarifa (R$ 2,50), considerado alto pela maioria dos participantes da audiência, e as más condições dos ônibus, também foram discutidos. “Admitimos que a frota é antiga e pedimos perdão por isso à população. Mas estamos trabalhando para adquirir novos ônibus”, comentou Márcio Santos, diretor administrativo da Companhia Tróleibus de Araraquara (CTA).

Solicitado pela bancada do PT na Câmara, composta pelos vereadores Márcia Lia, Carlos Nascimento e Édio Lopes, o debate teve também a presença de representantes da Prefeitura e do Legislativo, além de representantes da sociedade civil.

Santos e outros diretores da CTA responderam a diversos questionamentos da população presente na audiência, incluindo dirigentes partidários e estudantes da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Araraquara (Umesa) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Outros questionamentos surgidos na audiência foram relacionados a atrasos de ônibus em linhas da periferia, como o Jardim Arco-Íris, a superlotação dos veículos e a efetivação de um Plano de Mobilidade Urbana.

Segundo Santos, a tarifa de transporte público é composta por diversos gastos, sendo o principal a manutenção e recuperação dos ônibus, serviço que custa entre R$ 3 mil a R$ 4 mil por veículo. “A CTA está restaurando 25 ônibus e vai reformar mais 15 no próximo ano. Temos linha de financiamento pré-aprovada para comprar dez ônibus e vamos vender terrenos da empresa, estimados em R$ 2,5 milhões, para adquirir mais dez veículos em 2012. Cada ônibus custa cerca de R$ 268 mil”, disse o diretor.

Ele mostrou que em maio de 1996 o valor da tarifa era de R$ 0,65, o que representava 0,58% do salário mínimo, que era de R$ 112. Por outro lado, o valor atual de R$ 2,50 representa 0,45% do salário mínimo, que é de R$ 545. “Todas as correções na tarifa são feitas pelo índice inflacionário anual. Se fôssemos atualizar pelo desgaste de pneus e outras peças, o reajuste deveria ser maior”, comentou o diretor.

Linhas
O major Nelson Brito dos Santos, diretor técnico da CTA, explicou que as linhas são diametrais, ou seja, atravessam a cidade saindo de um bairro, cruzando o centro e indo para outro bairro, o que derrubaria a tese de que existem menos veículos na periferia. Além disso, ele disse que os itinerários são definidos por uma equipe técnica, que estipula o máximo de 300 metros de caminhada entre a casa do usuário até o ponto mais próximo. “Sobre o Jardim Arco-Íris, vamos averiguar se todos os horários estão sendo cumpridos. Já fizemos, mas faremos novamente”, respondeu.

Alguns usuários também apontaram que os ônibus que trafegam na periferia são mais antigos que os escolhidos para as linhas do centro da cidade. Em resposta, Santos disse, com “dor no coração”, que toda a frota é ruim e não somente os ônibus que estão nas linhas suburbanas. “Foram comprados 34 ônibus na administração passada, mas o desgaste da frota é diário. Temos veículos de 1991 circulando”, afirmou o diretor da empresa.

Santos disse ainda que concorda com proposta de reativação do Conselho de Usuários, garantido por lei municipal, mas que foi desativado no atual Governo Municipal. E, respondendo à pergunta de uma estudante, explicou que a CTA possui cinco diretores e mais onze cargos de confiança, que custam para a empresa R$ 63 mil mensais, equivalente a 1,65% sobre o faturamento bruto. “Assim como o vereador que trabalha deve receber subsídio, os diretores que trabalham na CTA não estão lá brincando”, afirmou.

Ao final da audiência, a vereadora Márcia sugeriu a formação de um grupo de trabalho para encaminhar propostas concretas à CTA, visando buscar alternativas para melhorar a qualidade do serviço.

Além da bancada petista no Legislativo, estavam presentes na audiência os vereadores Elias Chediek Neto (PMDB), Serginho Gonçalves (PMDB), João Farias (PRB) e Doutor Lapena (sem partido). O diretor-presidente da CTA, Coronel Joel Marco Carrera, não compareceu à audiência por motivo de saúde.

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