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Bitcoins: O dinheiro do futuro

Especialista dá dicas de prós e contras antes de se “aventurar” no mundo da moeda digital

Bitcoins: O dinheiro do futuro

Adriel Manente

O mundo vem se modernizando a cada dia, isso não é novidade para ninguém. Novidade mesmo é o que essa tecnologia nos proporciona, até mesmo no mercado financeiro. Sempre presente, as cédulas de papel vêm perdendo a utilidade ao longo dos anos. Transações bancárias são feitas apenas no cartão ou pela internet e até mesmo num clique de celular. Mas toda essa tecnologia trouxe uma novidade muito pouco difundida. As bitcoins.

Nova modalidade de pagamento de produtos e serviços, as bitcoins representam o que há de mais moderno no mercado financeiro. Cada bitcoin, até esse momento, custa 12.789,79. Já há vários estabelecimentos que aceitam esse tipo de pagamento digital. Entenda mais:

O que é bitcoin?

Bitcoin é uma forma de dinheiro, assim como o real, dólar, euro. Com a diferença de ser exclusivamente digital e não ser emitido por nenhum governo. O seu valor é definido livremente pelos indivíduos no mercado. Para transações online, é a forma ideal de pagamento, pois é rápido, barato e seguro. É uma tecnologia inovadora.

Como comprar Bitcoins?

O 1º passo é acessar o site www.mercadobitcon.com.br. Lá, o usuário poderá criar uma conta e comprar. Para isso, é claro, o interessado precisa de um saldo em reais. Vale lembrar que o valor das criptomoedas, assim como ocorre com as moedas tradicionais, pode variar no tempo. Assim, o valor das suas bitcoins pode não ser o mesmo no momento em que você for vendê-las ou usá-las para comprar um produto ou serviço na Internet. Você pode acompanhar as cotações das mesmas no próprio site ou em diversas outras fontes na Internet. A bitcoin pode ser comprada parcelada em lotes. Com a cotação de hoje, segundo o site “Mercado Bitcoin”, com R$ 50,00 você compra 0,004 de uma bitcoin.

Aonde posso usar uma Bitcoin?

Os produtos e serviços englobados pela Bitcoin vão desde lanches do Subway a um carro Tesla Model S – que no Brasil é vendido a quase R$ 800 mil-, passando pelo aplicativo de paquera OkCupid e pela ONG Save The Children, que desde 2014 aceita doações em criptomoedas.

Embora ainda bem recente, o mercado brasileiro já começa a abraçar a ideia. Segundo a Coinmap.org, site que registra todos os locais que aderem ao novo mercado, a região sudeste é onde está a maior concentração de estabelecimentos que aceitam a moeda virtual como forma de pagamento. No país, já são mais de 180 locais cadastrados no mapa.

Segundo o professor e mestre em matemática Wysner Max de Lima Silva, há que se tomar cuidado com questões regulatórias. “Tal moeda não possui uma regulamentação de governo. Isso faz com que não haja custo para começar a ter bitcoins e as taxas sejam pequenas, o que passa uma falsa impressão de liberdade financeira”, expõe.

Ele dá mais detalhes de seu ponto de vista. “Há uma instabilidade muito alta na rentabilidade de bitcoins, apesar de que rentabilidade passada não significa rentabilidade futura”, explica o especialista.

Perguntado se vale a pena investir nessa nova tecnologia, o matemático aprova, mas com ressalvas. “Se a pessoa for um investidor que conheça bem de economia para saber investir com segurança em determinada época, vale a pena sim, pois estaria investindo como se fossem ações do cotidiano, porém, se a pessoa for apenas uma aventureira querendo matar a vontade de adquirir uma moeda virtual, precisa contar e muito com a sorte e não é recomendável que ela o faça”, finaliza Wysner.

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