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Biólogo reforça importância da vacinação no combate à Febre Amarela

O Biólogo Horácio Teles, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS), lembra que, apesar de algumas contraindicações, o principal meio de prevenção da doença é a vacina. Recomendada para a população a partir dos nove meses de vida, uma única dose da vacina já é o suficiente […]

Autoridades estão em alerta com uma eventual ameaça de epidemia da doença

Em Mairiporã, 22 macacos morreram infectados pela doençaA prefeitura de Mairiporã confirmou no início desse mês o registro de 22 macacos mortos por febre amarela, enquanto outros 50 são ainda analisados pelo Instituto Adolfo Lutz. Na cidade de São Roque também foram registradas pelo menos mais 11 mortes de macacos. Já na cidade de São Paulo, para conter o risco de transmissão da doença, a prefeitura anunciou há poucos dias a ampliação do número de postos de vacinação em mais 20 unidades. As autoridades estão em alerta com uma eventual ameaça de epidemia de febre amarela.

O Biólogo Horácio Teles, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS), lembra que, apesar de algumas contraindicações, o principal meio de prevenção da doença é a vacina. Recomendada para a população a partir dos nove meses de vida, uma única dose da vacina já é o suficiente para a proteção contra a doença. “Mas é importante que se faça isso o mais rápido possível, pelo menos nas áreas com o registro de epizootias e onde a circulação do vírus é endêmica”, avisa o Biólogo.

Transmitida pela picada de mosquitos dos gêneros Haemagogus ou Sabethes infectados com o vírus, a Febre Amarela, se não tratada rapidamente, pode levar à morte em cerca de uma semana. Por isso, é importantíssimo ficar atento aos sinais que a doença provoca, que podem ser calafrios, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Para casos mais graves, os sinais mais frequentes são febre alta, icterícia e hemorragia.

Sobre a descoberta de macacos afetados pelo vírus nas proximidades das cidades o Biólogo explica que esse é um importante indicador do risco de reinstalação da febre amarela urbana. “A existência do Aedes aegypti na maioria das cidades brasileiras potencializa os riscos do alastramento da febre amarela”, diz. E faz um apelo à população: “Não matem os macacos, pois eles não são os transmissores da doença. Eles são tão vítimas quanto nós. E é justamente a morte deles pela doença que nos permite identificar as áreas sob risco”, conclui o membro do CRBio-01.

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