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Beneficência Portuguesa em colapso financeiro

A situação dos funcionários do hospital fica cada vez pior diante do não pagamento de seus salários

Suze Timpani
A situação do Hospital Beneficência Portuguesa, em Araraquara, não é das melhores, pois há algum tempo passa por uma situação financeira nada agradável.
Os 280 funcionários do hospital já estão há dois meses sem receber salários, além de estarem com seis meses de Vale Alimentação atrasados, também não receberam o décimo terceiro. Segundo os funcionários, o último depósito do Fundo de Garantia (FGTS) teria sido feito em junho de 2014 e que o Crédito Consignado, que é descontado mensalmente, não está sendo repassado para a Caixa Econômica Federal.
Um médico que atua no hospital, e que prefere que seu nome não seja revelado, entrou em contato com a redação do O Imparcial e pediu ajuda para que “gente de bem, que trabalha incansavelmente consiga receber seus salários, pois alguns deles estão passando necessidades”. Ele disse também que o hospital praticamente não tem pacientes e se os funcionários fizerem greve, estarão ajudando a atual situação e ficarão sem receber. “Hoje a Beneficência não se sustenta”. Questionou ainda o fato da prefeitura de Araraquara não interferir na situação que se agrava a cada dia. “Poderia, por exemplo, utilizar o hospital para cirurgias de pequeno e médio porte, eletivas. Com isso sumiria com as filas de espera no município e seria bom para ambas as partes”, finalizou o médico.
A diretoria do hospital informou através de sua assessoria de imprensa que: Nessa segunda-feira (11) aconteceu uma nova reunião com a diretoria do hospital. Segundo a presidente da Beneficência Portuguesa, Valéria Lopes as tramitações estão acontecendo. É um processo moroso, pois se trata de uma negociação de altos valores. Mas sabemos que o contrato já está em fase de finalização e aguardando o parecer jurídico da empresa interessada. Esperamos resolver o problema dos funcionários o mais breve possível.
O prefeito Marcelo Barbieri, em entrevista ao jornal O Imparcial, afirmou que com ele não há negociações. Ele disse que foi procurado por um grupo de pessoas que atuam na Beneficência Portuguesa e que lhe pediram para que entrasse em contato com um empresário em Brasília, pois este tem contato com um grupo de empresários do Uruguai que vem investindo fortemente no setor de saúde e já comprou três hospitais no Distrito Federal e que, segundo o empresário, esse grupo teria interesse em comprar a Beneficência. Esse grupo então marcou uma audiência com Barbieri para discutir o assunto, mas, devido às festas de final de ano e agenda cheia dos empresários uruguaios, a mesma foi desmarcada e ainda não voltaram a entrar em contato.
Barbieri ressalta que não tem como interferir na gestão de uma instituição privada e que não tem convênio com o SUS. Disse também que o hospital presta alguns serviços para o município, como exames ambulatoriais da UPA e que a prefeitura está em dia com os pagamentos. “Não tem como haver a ingerência direta nesse hospital pelo poder municipal, o que pudermos fazer para ajudar em uma possível negociação faremos, mas não posso extrapolar das minhas limitações legais. Estou aguardando eles me retornarem para marcarmos essa reunião”. Finalizou o prefeito.
A assessoria da Beneficência afirma que as negociações estão sendo feitas diretamente com a diretoria do hospital, e que ainda não podem revelar o nome do grupo interessado.

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