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“Armadilhas” no trânsito favorecem possível indústria de multas na cidade

Velocidade máxima permitida (50 Km/h) é muito baixa na avenida

Vereador diz que posicionamento das placas deixa a impressão de armadilha para os motoristasO motorista que entra na cidade pela altura do trevo da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), na Avenida Padre José de Anchieta, deve ter muita atenção ao longo do trajeto, não por causa de alguma obra ou outro obstáculo no caminho, mas por conta de um radar localizado logo depois do 1º poste daquela via.

Ao sair do acesso, já em direção à cidade, por exemplo, o condutor, que poucos metros antes havia se deparado com uma placa de 80 Km/h, acaba encontrando outra, agora com limite de velocidade apontando para 50 Km/h, e logo depois o radar – móvel – devidamente posicionado.

“O que chama a atenção é a mudança brusca de velocidade máxima permitida naquele trecho e em outros trechos da mesma via. A maneira como as placas estão posicionadas deixa a impressão de armadilha para os motoristas”, destacou o vereador Edio Lopes (PT), para quem, caso a situação não seja corrigida de maneira urgente, ficará mesmo a idéia da existência de uma “fábrica de multas” na cidade.

“Não estamos falando de uma rua qualquer, mas da Padre Anchieta, uma das mais importantes vias de acesso da cidade, para onde seguem todos os veículos que deixam as Rodovia Washington Luis e SP-255. Como é que pode o cara sair de uma via rápida, entrar em uma Avenida como aquela e se deparar com uma placa de 50 Km/h”, ressalta.

Convidando a seguir todo e qualquer cidadão da cidade a checar melhor a realidade da Avenida Padre Anchieta, tanto no sentido cidade, quanto no sentido Rodovias. “Experimente subir ou descer a via e você verá que é comum encontrar placas de 30 Km/h logo depois de outras de 50 Km/h. Não tem como escapar dos radares”, falou, afirmando que, aparentemente, não há nada que justifique a redução.

Edio destaca ainda que não quer parecer chato ou alguém disposto a buscar problemas onde eles não existem. Para ele, a verdade é que tanto a velocidade máxima permitida (50 Km/h) é muito baixa para aquela Avenida, como também o posicionamento das placas – próximas ao radar – não dá tempo de reação para os motoristas. “Não dá para o motorista assimilar tão rápido assim. Isso é uma pegadinha”, disse ele.

Edio destaca também que o problema está espalhado por praticamente todas as vias do município, e que ele apenas cita a realidade da Padre Anchieta como exemplo. “Falo daquela avenida porque, de acordo com um levantamento que fiz, são lavradas cerca de 200 multas diárias naquela esquina (quase defronte a CPFL), situação que quase se repete na Napoleão Selmi Dei, onde se aplicam outras 150 multas diárias”, afirmou.

O vereador concluiu seu depoimento chamando a atenção para a gravidade do problema das multas na cidade. “A situação beira o absurdo. No total, segundo apurei, foram lavradas 49 mil multas pela cidade nos últimos 12 meses, o que não é normal. Gostaria que a Prefeitura tornasse públicas algumas informações, como: qual a porcentagem que cabe a empresa contratada que cuida dos radares, qual a parte que fica com o município e onde esse dinheiro está sendo investido”, questionou.

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