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Araraquara luta pelos direitos da pessoa com doença falciforme

Os falcêmicos são atendidos no Ambulatório de Especialidades

Da redação

Ontem foi o dia Nacional da Luta pelos Direitos da Pessoa com Doença Falciforme. A política de atenção integral as pessoas com Doença Falciforme, foi criada em agosto de 2005, e hoje conta com nove portarias que auxiliam os portadores de Doença Falciforme, exemplo Doppler, Hidroxiureia, Exjade, Penicilina Liquida, e o mais recente o Transplante de Medula Óssea que será realizado pelo SUS. “Já foram realizados diversos transplantes, mas com medidas judiciais. No Brasil 95% das pessoas com Doença Falciforme são negras”. A informação é da especialista em Anemia Falciforme, Márcia Tânia Alves, que acrescenta que em Araraquara o Programa de Atenção os Portadores de Doença Falciforme foi criado em Janeiro de 2009, com a capacitação dos profissionais de saúde e com a busca ativa dos pacientes falcêmicos,sobre a sua coordenação.
Marcinha afirma que hoje os falcêmicos são atendidos no Ambulatório de Especialidades. “Contamos com profissionais médicos como a Dra. Cibele Duck (Hematologista), Dr.Wilson Aravechia (Ortopedista), Dr. Bonini (Pneumologista), Dr. Dario Baldo (Neurologista), Dra. Milena Salomão P. Araújo (Cardiologista), Dr. Guilherme Pesoni de Andrade (Oftalmologista) e entre outros profissionais de saúde, também temos, a Nutricionista Érica Jung, os Enfermeiros Almir Santana, Carina Carbone e as Gestora do Ambulatório de Especialidades Naty Brefe, e a Assistente Técnica Fernanda Barbo e as nossas Técnicas de Enfermagem e não podemos deixar de citar que temos o apoio de muitos Professores Doutores da Universidade Uniara de Araraquara, do Prefeito da cidade Marcelo Barbieri, do Centro de Referência Afro na pessoa de Alessandra Laurindo e também do Gerente Nelsão que faz parte do Centro Afro, e da Secretária Municipal de Saúde por isso esta data e tão importante para os Pacientes de Doença Falciforme e para as pessoas que os auxiliam no setor de saúde de nossa cidade”.

Anemia Falciforme
Anemia falciforme é uma doença hereditária (passa dos pais para os filhos) caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo. Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda.
A anemia falciforme pode se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Uns têm apenas alguns sintomas leves, outros apresentam um ou mais sinais. Os sintomas geralmente aparecem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.
Crise de dor; Icterícia (cor amarela nos olhos e pele);
Síndrome mão-pé: nas crianças pequenas as crises de dor podem ocorrer nos pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, causando inchaço, dor e vermelhidão no local; Infecções; Úlcera (ferida) de Perna; Sequestro do Sangue no Baço: o baço é o órgão que filtra o sangue. Em crianças com anemia falciforme, o baço pode aumentar rapidamente por sequestrar todo o sangue e isso pode levar rapidamente à morte por falta de sangue para os outros órgãos, como o cérebro e o coração. É uma complicação da doença que envolve risco de vida e exige tratamento emergencial.
A detecção é feita através do exame eletroforese de hemoglobina. O teste do pezinho, realizado gratuitamente antes do bebê receber alta da maternidade, proporciona a detecção precoce de hemoglobinopatias, como a anemia falciforme.
Fonte: Ministério da Saúde Setor Hemoderivados.

Tratamento de Anemia Falciforme
Quando descoberta a doença, o bebê deve ter acompanhamento médico adequado baseado num programa de atenção integral. Nesse programa, os pacientes devem ser acompanhados por toda a vida por uma equipe com vários profissionais treinados no tratamento da anemia falciforme para orientar a família e o doente a descobrir rapidamente os sinais de gravidade da doença, a tratar adequadamente as crises e a praticar medidas para sua prevenção. A equipe é formada por médicos, enfermeiras, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, dentistas, etc. Além disso, as crianças devem ter seu crescimento e desenvolvimento acompanhados, como normalmente é feito com todas as outras crianças que não têm a doença. “Gostaríamos de convidá-los (as) a participar e compartilhar a campanha virtual “Eu Amo uma Pessoa com Doença Falciforme” iniciativa promovida entre Associações do Brasil e Costa Rica, com o apoio de Associações de outros Países, numa grande ação mundial, que tem como objetivo ampliar o conhecimento da sociedade sobre a Doença Falciforme”.

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