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Araraquara está próxima de uma epidemia de dengue

Todos os dias chegam aos postos de saúde dezenas de casos suspeitos de dengue. Mais de 80% dos criadouros são encontrados nas casas 

Em 2015 já foram registrados 220 mil casos de dengue, no Brasil. E para evitar a doença é necessário dificultar a reprodução do mosquito, que gosta de água limpa para depositar seus ovos, mas, atualmente, também usa até água suja.
Em Araraquara, por exemplo, são 61 novos casos registrados recentemente que totalizam aproximadamente 700 desde janeiro. Extraoficialmente, dizem que são mais de 800 casos.
Para que os números não continuem se avolumando, a Vigilância Ambiental, em parceria com a rede básica de saúde e secretarias municipais de Obras Públicas e Serviços Públicos, vem intensificando o combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue, principalmente, na região do Parque São Paulo.
No sábado (21), por exemplo, foram retirados mais de 5 toneladas de materiais inservíveis no corredor da Rua Albert Einstein, e vias paralelas do bairro.
Segundo o coordenador da Vigilância em Saúde, Feiz Mattar, a situação no Parque São Paulo é preocupante. “Estamos retirando materiais inservíveis das casas e terrenos em praticamente todo o bairro. Vamos continuar o mutirão no Parque São Paulo no próximo sábado, dia 28”, relata Feiz.
Vacina
Raras são as cidades que não possuem casos de dengue, muitas delas, com óbitos. A questão é tão preocupante, que o governador Geraldo Alckmin (PSDB), quer que o Instituto Butantã antecipe a produção em escala da vacina contra a dengue e chegou a afirmar que pediria à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorização especial para usar a vacina que ainda está em fase de testes, levando em conta a alta incidência da doença no Estado.
Vale lembrar que em menos de três meses, já são 67 mortes por complicações da doença neste ano no Estado.
Não podemos ficar parados
A gerente da rede básica de saúde, Adriana Fernandes Rodrigues, explicou sobre onde a população deve procurar ajuda em casos de suspeita da doença. “Alertamos a população que ao perceber qualquer sintoma da dengue, procure primeiro o posto de saúde mais próximo de sua residência. Lá será realizado o exame para diagnóstico e o encaminhamento correto para cada caso”, reforça Adriana.
“Não podemos ficar parados, temos que fazer a prevenção e orientação”, disse o médico Mateus Carvalho que liderou as equipes da unidade de Estratégia de Saúde da Família “Gustavo Moraes”, na força-tarefa.
Outros dois médicos, Adilson Romão e Raquel Woitschack Oliveira, também atuaram na força-tarefa com os agentes comunitários de saúde e equipe da Vigilância na região do Parque São Paulo.
Oito notificações foram expedidas a proprietários de terrenos no Parque São Paulo para que executem a limpeza no prazo de uma semana.
Mais de 45 toneladas
Os mutirões de combate à dengue já recolheram neste ano mais de 45 toneladas de materiais inservíveis como pneus, colchões, sofás, peças mecânicas, armários, tanques, garrafas, entre outros, em diversos bairros da cidade.
Na região do Esplanada e Jardim Silvestre, foram 15 toneladas; Parque das Laranjeiras e Universal, 10 toneladas; Ieda, 7,6 toneladas; Jardim Brasil, 8,1 toneladas e no Parque São Paulo, 5 toneladas.

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