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Araraquara contra a corrupção

Em Araraquara, milhares de pessoas saíram em passeata para protestar contra o governo de Dilma Rousseff

José A C Silva

A concentração foi iniciada às 3 horas no Parque Infantil Leonor Mendes de Barros, pessoas de todas as idades munidas de cartazes, caras pintadas, camisas do Brasil e bandeiras participaram do ato contra a corrupção no país. É o maior protesto político que já houve na cidade, mesmo de baixo de chuva os araraquarenses não arredaram o pé. Um bloco maciço de manifestantes se estendeu desde a avenida Prudente de Morais até a Portugal. A Polícia Militar estimou que 7 mil pessoas participaram, já a organização e os presentes acreditam que o número foi bem maior. A multidão desceu a rua São Bento (3) protestando contra o governo Dilma, gritando fora PT e fim da corrupção. A Polícia Militar, colocou um grande contingente de soldados para evitar possíveis confrontos, petistas colocaram uma bandeira do partido na janela de um apartamento o que gerou xingos durante a movimentação.

A passeata teve o seu final defronte o Passo Municipal, onde foi entoado o Hino Nacional. Na saída um caminhão com a bandeira do Brasil, iniciou um buzinaço que teve a adesão de vários carros que subiram a rua Nove de Julho (2) até a Bento de Abreu. Boa parte dos manifestantes acreditam que a distribuição de propina para vários partidos políticos é encabeçada pelo PT, devendo ser investigados Lula e Dilma. Caso isto não aconteça o STF vai ficar ainda mais desacreditado. O povo pede reforma política. Em São Paulo, desde as Diretas ­Já não houve uma manifestação politica deste porte, um milhão de pessoas segundo a Polícia Militar. Governo prometeu medidas anticorrupção em rede nacional através dos ministros Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência) e José Eduardo Cardozo (Justiça) e foram alvo de novo panelaço; para Dilma a situação é pior do que em junho de 2013, dois meses e meio após ela dar início ao segundo mandato numa acirrada disputa com o PSDB, principal adversário político do PT. Os manifestantes pediram o fim da corrupção, reclamaram da situação econômica e defenderam o impeachment da presidente. Uma minoria falou em intervenção militar.

O antipetismo foi a marca comum entre todos os grupos que decidiram protestar. A Avenida Paulista foi praticamente toda tomada. Grupos organizados discursaram de carros de som para um público predominantemente vestido de verde e amarelo. Políticos de oposição até participaram dos protestos, mas preferiram ficar à margem, sem comandar palavras de ordem. Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), principais adversários de Dilma em 2014, comemoraram a mobilização via rede social. O governo foi surpreendido com a quantidade de gente que foi às ruas de todo o Brasil.

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