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Alunos e professores da Unesp realizam mais um ato público contra zero% de aumento

Manifestação ocorreu em frente a praça de Santa Cruz e seguiu pacificamente para a Câmara Municipal

Célia Pires

Na tarde dessa terça-feira (24), professores, funcionários técnico administrativo e estudantes da Unesp realizaram um ato público na praça de Santa Cruz. Eram esperados cerca de 400 participantes.
Depois do ato, os manifestantes se dirigiram à Câmara Municipal onde a professora Aureluce de Monte, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp, ocupou a Tribuna Popular para falar sobre o que é universidade pública, direito esse que acreditam que toda população deveria ter e que foi usurpado há muitos anos pelo estado brasileiro e que nesse momento eles vêem uma possibilidade ainda pior de acabarem com o cenário das três universidades públicas: USP, Unesp e UniCamp.
Aureluce explica que o ato público é em relação a uma campanha salarial que estão reivindicando e no qual a Reitoria colocou um impasse de 0% na data base salarial.
Mas segundo a professora, eles também tem a pretensão de levar à população de Araraquara o conhecimento do que a Unesp é para a cidade.
De acordo com Aureluce, existe uma relação que as universidades públicas do estado recebem em relação ao imposto de circulação de mercadoria do estado onde parte desse imposto é revertido para a universidade. “A desculpa da Reitoria é que boa parte desse saldo que vai para Unesp está comprometido coma a folha de pagamento, de maneira que não teríamos nesse ano nada que nos fizesse resgatar pelo menos a inflação oficial. Esse é o mote, mas por trás do mesmo a gente vê um certo caminhar em relação a privatização da universidade pública. Esse é o nosso grande interesse, o de fazer uma luta no sentido de resgatar a história dessa universidade”.
O movimento grevista na universidade vem crescendo. “ A gente não pode sustentar um movimento hoje, digamos, em 100%, mas ele vem num crescente à medida em que os colegas vão tomando conta da situação e sentindo todos os problemas que o comando de greve, as nossas assembleias propõem e nesse sentido, hoje a gente tem parte dos colegas já paralisados, mas a parte da greve se dá entre os funcionários técnico administrativos.
Os manifestantes também defendem um maior padrão de qualidade que garanta o financiamento necessário para a criação de novos cursos e novas unidades, a contratação de funcionários e professores em tempo integral e melhoria do acesso e da permanência estudantil, entre outras reivindicações.
Vale lembrar que funcionários, professores e estudantes das universidades estaduais paulistas estão em greve desde maio. Atualmente dos 24 campi, 18 estão mobilizados.

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