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Morre a cantora Angela Maria



A cantora Angela Maria morreu no início da madrugada deste domingo (30). Ela tinha 90 anos e estava internada há cerca de um mês, segundo seu informou seu marido, Daniel D’Angelo. Abelim Maria da Cunha, verdadeiro nome de Ângela Maria, nasceu em Macaé, Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1928. Filha de pastor […]

Morre a cantora Angela Maria

A cantora Angela Maria morreu no início da madrugada deste domingo (30). Ela tinha 90 anos e estava internada há cerca de um mês, segundo seu informou seu marido, Daniel D’Angelo.

Abelim Maria da Cunha, verdadeiro nome de Ângela Maria, nasceu em Macaé, Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1928. Filha de pastor protestante, passou a infância nas cidades fluminenses de Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti, e desde menina cantava em coro de igrejas.

Foi operária tecelã, mas sonhava com o rádio, embora a família fosse contra a carreira artística.

Por volta de 1947, começou a frequentar programas de calouros. Apresentou-se no “Pescando Estrelas”, de Arnaldo Amaral, na Rádio Clube do Brasil (hoje Mundial), na “Hora do Pato”, de Jorge Curi, na Rádio Nacional, e no programa de calouros de Ari Barroso, na Rádio Tupi.

Usando o nome de Angela Maria, para não ser descoberta pela família, participou também do “Trem da Alegria”, dirigido pelo “Trio de Osso” – os magérrimos Lamartine Babo, Iara Sales e Heber de Bôscoli -, na Rádio Nacional.

Nessa época, era inspetora de lâmpadas numa fábrica da General Eletric e, decidindo tentar realmente a carreira de cantora, abandonou a família e foi morar com uma irmã no subúrbio de Bonsucesso.

Em 1948 conseguiu lançar-se como crooner no Dancing Avenida, onde impressionou os compositores Erasmo Silva e Jaime Moreira Filho, que a apresentaram a Gilberto Martins, diretor da Rádio Mayrink Veiga. Feito o teste, começou carreira na emissora.

Firmando-se a partir de 1950 como intérprete, em 1951 estreou na Victor em disco com “Sou feliz” e “Quando alguém vai embora”. No ano seguinte, sua gravação do samba “Não tenho você” bateu recordes de venda, marcando o primeiro grande sucesso de sua carreira.

Durante a década de 1950, atuou intensamente no rádio, apresentando-se nas rádios Nacional e Mayrink Veiga, como a estrela de “A Princesa Canta”, nome derivado de seu título de “Princesa do Rádio”, um dos muitos que recebeu em sua carreira.

Em 1954, em concurso popular, tornou-se a “Rainha do Rádio”, e no mesmo ano estreou no cinema, participando do filme “Rua sem sol”, de Alex Viany.

Apelidada “Sapoti” pelo presidente Getúlio Vargas, tornou-se a cantora mais popular do Brasil durante a década de 1950, alcançando os maiores êxitos com os sambas-canções “Fósforo queimado”, “Vida de bailarina”, “Orgulho”, “Ave Maria no morro”, “Lábios de mel” e “Babalu”.

Um de seus grandes êxitos na segunda metade da década de 1960 foi a canção “Gente humilde”. Em 1975, com 25 anos de carreira, preferia apresentar-se em clubes do interior ou em churrascarias das grandes cidades, ambientes onde, ao contrário da televisão e das boates sofisticadas, sentia mais de perto a reação do povo.

Em 1982 foi lançado o LP Odeon com Angela Maria e Cauby Peixoto, primeiro encontro em disco dos dois intérpretes. Em 1992 apresentou-se com Cauby no show Canta Brasil, com grande sucesso de público, sendo lançado em disco Angela e Cauby ao vivo.

Em 1996, foi contratada pela gravadora Sony Music e lançou o CD “Amigos”, com a participação de vários artistas como Roberto Carlos, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque, entre outros. O trabalho foi um sucesso, celebrado num espetáculo no Metropolitan (Claro Hall), no Rio de Janeiro, e um especial na Rede Globo. O disco vendeu mais de 500 mil cópias.

Fonte : G1

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