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Mineirinho bom

Ele canta, dança, interpreta, ou seja, faz, acontece e emociona

Célia Pires

Em tudo o que o artista Vagner Miranda, 29, faz, ele coloca paixão. A sua interpretação de um velhinho na peça ‘O cantos dos pássaros’, pela Cia de Expressão e Movimento Karicatos para concorrer pelo evento Ato Novo, emocionou quem assistiu.
Mas não é somente no teatro que o mineiro de Lagoa da Prataarrasa. Ele, que é educador físico na Academia Sport Life Fitness, trabalha com dança de salão, zumba e coreografias para aniversários de 15 anos e casamentos.
O artista participou recentemente de um evento internacionale anual, o Fitness Team, que foi feito no cruzeironum dos maiores navios, o Costa. “O navio é bastante estável. Quando o mar está calmo é como se estivesse em terra firme. Muitas vezes esse trabalho é como se a gente estivesse de férias. No navio as pessoas também acabam sendo muito receptivas”, explica.
Vagner conta que para trabalhar no navio com fitness conta muito o carisma, empolgação, agilidade e coordenação da pessoa. “Quando as empresas são estrangeiras a remuneração é melhor, pois ganha-se em dólar. É possível também conhecer várias localidades quando o navio atraca, mas é tudo meio rápido para quem trabalha”, conta.

Gosto pela dança
Já o gosto pela dança é herança dos pais. Em 2000, ele passou a desenvolver coreografias e desde 2005 agregou mais estilos de dança e nunca mais parou. “A vida é uma pista e a gente está na pista pra dançar”.
Vagner também trabalha como monitor de dança na terceira idade. É um outro mundo que muitos até desconhecem, pois a dança, querendo ou não, segundo ele, é revigorante. “Para muitos que perderam o marido ou esposa, a dança é esse meiopara entrar no mundo novamente. Os benefícios da dança são extraordinários, pois muitos tinham problema na coluna, outros com problemas de força não conseguiamficar em pé, sem contar o bem-estar do convívio social, do intelectual que muda, a interação, ovoltar a sorrir e até a abertura a novos relacionamentos”.
Ele diz que por mais que esteja no trabalho apenas como um acompanhante de dança, as pessoas recebem aquilo com tanto entusiasmo que acaba sendo gratificante. “A gente cresce como pessoa. Na dança você consegue interagir, pois ela é intima e pessoal. Quando você dança, você impõe seu jeito de dançar, faz com que você dê um pouco mais de si. Um depende de outro. A dança para mim tem proporcionado grandes momentos”, diz emocionado.
A experiência teatral começou na escola aos seis anos, no pré, quando fez uma homenagem para a diretora utilizando como modeloum quadro da Xuxa, a ‘poltrona quente’. No final também tinha que cantar uma música. E assim começou a arte em sua vida.
Em Minas, fez várias peças de teatro e escolas junto com grupos de jovens e em Araraquara no Ato Novo. Sempre pensou em teatro e também em jornalismo, mas são sonhos que um dia ainda podem sair novamente da gaveta, pois na época as adversidades impuseram certos obstáculos como o financeiro, por exemplo. Também se aventurou por mecânica industrial e fez um curso técnico em Divinópolis. Depois veio para Araraquara, onde iniciou engenharia mecatrônica. Não gostou, mudou para bioenergética e também não gostou. “Não era o que eu queria. Assim, nesse tempo que fiquei parado, fui dar aulas de axé na academia Habitus. Posteriormente fui fazer educação física”, relembra.
Ele também se embrenhou pelo caminho da música, formando uma dupla com Diego, mas para se dedicar à faculdade acabou deixando, e eventualmente canta em alguma banda. “Quero ainda voltar com a música, mas não sei quando”, conclui. O telefone de contato com o artista é (16) 9 9788-3530.

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