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Euzânia Andrade expõe em Berlim



Série ‘Os bichos de São Francisco’ é parte de um trabalho maior intitulado ‘Fé’

Euzânia Andrade expõe em Berlim

A série ‘Os bichos de São Francisco’, da artista mineira Euzânia Andrade, será exposta entre dos dias 8 e 11 de maio de 2018 no Atelier 389, Atelierhaus Sigmaringer, em Berlin, Alemanha, com curadoria da pernambucana Bárbara Tenório.
Esta série é parte de um trabalho maior intitulado ‘Fé’, cuja discussão está pautada na reflexão e inquietação sobre o tema religiosidade, que no Brasil, apesar da existência de uma diversidade de religiões, ainda caminha no sentido da intolerância. A artista discute o encontro da arte com a vida, cuja relação inquietante e em permanente ebulição, reflete a condição humana e sua relação com a fé e as diferentes formas de expressão dessa confiança em um plano além do humano.
Na técnica spray sobre papel, ‘Os bichos de São Francisco’ expressa os animais que normalmente não são representados como bichos abençoados pelo santo protetor dos animais, referência ao catolicismo. Segundo a artista, o conceito desta série nos faz pensar e desestabilizar certezas, pois não pode haver apenas uma forma de olhar a fé e os ícones dessa fé. Será que apenas alguns seres são privilegiados nessa relação com São Francisco? Traçando uma ponte com os seres humanos, não pensar sobre as bênçãos como dádivas para pequenos e privilegiados grupos? Por quê? Quem decide?
Com uma técnica simples e que traduz muito bem as intenções da artista, percebo  que a sombra de São Francisco em segundo plano, na verdade evidencia a identidade dos bichos, desse bichos que não são normalmente entendidos como dignos de bênçãos. A cor dos bichos contrasta com o fundo e com a sombra do santo, evidenciando, neste sentido, a importância da vida em todos seus aspectos e estruturas.
Nessa obra Euzânia Andrade chama atenção para a capacidade de abstrair e refletir sobre o mundo a partir de diversos pontos de vista, pois enquanto humanos somos unidade dentro de uma diversidade que precisa ser respeitada. Há uma constante busca pelo entendimento do ser no mundo e a artista discute através dessa obra a importância que a fé tem no vazio dos indivíduos. Ela diz que “é preciso admirar, isto é, olhar com atenção, ficar em silêncio e refletir sobre o que as “fés” têm a nos oferecer”.

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