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Decoração Natalina alia arte e geração de renda

Decoração Natalina alia arte e geração de renda
Cerca de 20 mulheres trabalham para presentear Araraquara com uma árvore de aproximadamente 12 metros de altura

A poucos meses do Natal, mente, coração e mãos trabalham alinhados para presentear Araraquara com uma árvore de aproximadamente 12 metros de altura. São cerca de 20 mulheres, até então desempregadas, que preenchem parte do seu dia transformando resíduos descartáveis em artigos de decoração, em um barracão cedido pela Controladoria de Transporte de Araraquara (CTA). A instalação está prevista para o dia 6 dezembro, no Paço Municipal. A iniciativa do projeto é da vereadora Juliana Damus (Progressistas).
“A gente tem acompanhado em outros municípios trabalhos interessantes com materiais recicláveis que têm atraído muitas pessoas e, consequentemente, fomentado o turismo. Foi isso que buscamos para Araraquara. É um projeto que parece simples, um enfeite de Natal, mas envolve muito mais do que isso”, apontou Juliana.
A fala da vereadora foi reforçada pela secretária municipal de Cultura, Teresa Telarolli. “Este tipo de iniciativa embeleza a cidade, retoma uma tradição muito forte, de cores, de luz, de beleza, que aos poucos foi se perdendo devido à realidade dura do mundo, do Brasil e da cidade”, comentou.
A ideia é customizar a estrutura da tradicional árvore de Natal que fica em frente à Prefeitura, envolvendo-a com garrafas PET, desde a parte das folhas até as flores e estrelas.  À frente da produção está a artista plástica Maza de Almeida. “Estamos usando 12 mil garrafas PET. É um trabalho de formiguinha e bem gostoso. São vidas que estão se transformando, isso que é bom”, emocionou-se Maza.
O trabalho alia sustentabilidade, arte e geração de renda, como explica a presidente da Fundação de Arte e Cultura de Araraquara (Fundart), Gabriela Palombo. “Temos um programa chamado ‘Territórios em Rede’ que, junto com o Cras, identificou um grupo de pessoas desempregadas. Então, este projeto traz capacitação e geração de renda, pois estas mulheres aprendem um ofício novo e ainda são remuneradas por isso.”
Quem conseguiu a vaga, agradece a oportunidade. “Graças a Deus, recebi uma ligação do Cras dizendo que havia uma vaga de emprego temporário. Fui correndo. Ficar desempregada com criança é ruim, né?”, contou Camila de Cássia Ribeiro, moradora do Vale Verde e mãe de duas crianças. Também são parceiras do projeto a Cooperativa Acássia e a Coordenadoria de Trabalho e Economia Solidária da Prefeitura Municipal.

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