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Confeiteiro de Araraquara ajuda a preservar a memória ferroviária

Confeiteiro de Araraquara ajuda a preservar a memória ferroviária

O ferreomodelismo é um dos hobbies mais antigos do mundo, e sua origem remonta ao período em que o transporte ferroviário foi adotado massivamente. As primeiras miniaturas de trens foram fabricadas por volta de 1830, por artesãos alemães. De lá para cá, muita coisa mudou, principalmente no Brasil, onde o transporte de passageiros pelas ferrovias deixou de acontecer, com exceção dos passeios turísticos. Mesmo assim, a paixão de algumas pessoas por este hobby se intensificou.
Em Araraquara, por exemplo, o confeiteiro Marcel Biffe, 46 anos, aderiu a este hobby para matar a saudade dos áureos tempos das ferrovias, e até hoje os trens despertam curiosidade e saudosismo nas pessoas.
Biffe iniciou-se neste hobby ainda na década de 80, em 1988, quando seu pai construiu uma pequena maquete ferroviária. “Depois acabamos vendendo-a, e reativei esta minha paixão em 2016, quando, com o auxílio de minha esposa, Elisa, fiz o projeto de uma outra maquete, desta vez maior do que a primeira, medindo 4,2 m x 4 m x 2,4 m, com praças, vilas, montanhas, cachoeiras artificiais, área industrial, depósito para locomotivas e uma réplica do antigo estádio Fonte Luminosa. É nela que rodo minhas 7 locomotivas e meus 15 vagões de cargas e passageiros. Esta é uma paixão sem limites”, afirma Biffe, que herdou esse amor pelos trens de seu pai e tio, ambos ex-trabalhadores da Ferrovia Paulista. “Meu pai era chefe de trem, e meu tio, mestre de obras. Os dois sempre amaram a via férrea”, conta.
A cidade possui até uma entidade dedicada a este hobby, a AFA (Associação de Ferreomodelismo de Araraquara), que reúne, com frequência, os amantes deste hobby fascinante.

Mercado atraente
O interior paulista, aliás, é um dos mercados mais atraentes para a Frateschi Trens Elétricos, empresa com sede em R2ibeirão Preto e única fabricante de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais na América Latina.
De toda a produção da empresa, 25% dos produtos têm como destino o interior de São Paulo. “As pessoas pensam que o transporte ferroviário morreu, mas ele está vivo e em expansão. A ferrovia é de valor estratégico imprescindível para um país como o Brasil, e este crescimento ajuda a fomentar ainda a mais a paixão que muitos brasileiros têm pelos trens, e muitos passam o hobby do ferreomodelismo para as futuras gerações”, diz Lucas Frateschi, diretor da empresa. No Brasil, inclusive, existem diversas associações que reúnem os amantes deste hobby saudável e interessante.

Sobre a Frateschi
Fundada em 1967, a Indústrias Reunidas Frateschi é a única fabricante da América Latina de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais. Situada em Ribeirão Preto, no interior paulista, tem a missão de divulgar e preservar a memória ferroviária do Brasil, por meio da prática do ferreomodelismo. Há 50 anos neste mercado, a empresa tem a convicção de que importantes relações humanas, como a interação entre pai e filho, avô e neto e amigos, são fortalecidas em momentos descontraídos durante a prática deste hobby.
Com atuação nacional e internacional, a Frateschi possui representantes nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará e Pernambuco, além do Distrito Federal. No exterior, seus representantes estão na Argentina, Chile, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia, Rússia, Suíça, África do Sul e Taiwan.
Mais informações podem ser obtidas no site www.frateschi.com.br.

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