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Celebrando o Barro

O documentário sobre a celebração pataxó chega a Araraquara.Lançamento do DVD acontece nesta sexta na Livraria Nobel

Célia Pires

O lançamento do DVD ‘Celebrando o Barro, Celebrando a Vida (Kãdawe tawa, kãdawe pohehaw) acontece nesta sexta-feira, às 19 horas na Livraria Nobel, da Bento de Abreu. Ali vai acontecer a apresentação e venda do DVD no local. A informação é do documentarista Paulo Souza, que acrescenta que o filme também será apresentadono Museu Espaço do Boneco neste próximo sábado.
Já no domingo, o filme estará sendo apresentado no Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara (MAPA) das 10h45 até às 14 horas. “Provavelmente deverão acontecer duas sessões”, conta Paulo.
O filme lançado em Araraquara mostra aspectos sócio-antropológicos seja na recuperação dos saberes e fazeres relativos à cerâmica, seja através de ensinamentos ancestrais expressos no resgate de várias práticas com o uso do barro pelos jovens artistas da aldeia pataxó da Jaqueira, em Porto Seguro, Bahia.
O DVD é um documentário sobre a celebração do barro, ou seja, um ritual pataxó de purificação física e espiritual. “Foi filmado pela primeira vez, ou seja, saindo da aldeia pela primeira vez. É um ensinamento pataxó. É tratado como a Genesis deles, pois fala do surgimento do primeiro homem quando Deus criou o mundo, enfim vão narrando como se deu a história e também como utilizam o barro na contemporaneidade, como a pintura de rosto, nos kijenes (casas dos pataxós), nos batizados, nos casamentos, etc”, explica.
O projeto, produção e direção, é de Paulo Souza, mas a execução é coletiva. “O filme foi feito como uma escola para os pataxós. Éramos somente três não índios entre cinquenta pessoas: a Najla que fez administração financeira, o Renato que fez a direção de set e equipamento e eu que fiz o trabalho”, conta Paulo Souza. Vale lembrar que a narração é de Iris Portela Pataxó.
Para Paulo Souza, ver o DVD pronto e sendo lançado dá uma sensação de dever cumprido, de realização e bom uso do dinheiro público, pois parte trabalho veiodo mesmo. “Foram cinco anos de trabalho. Uma satisfação ver o filme pronto. É o registro de um trabalho pioneiro que já saiu do Brasil e foi para Alemanha, onde inclusive estamos fazendo alguns brindes da aldeia para a seleção desse pai na aldeia”, diz, feliz.
Para informações dos horários no Museu Espaço do Boneco, o telefone é (16) 3397-8406.

Celebrando o barro

Documentário que será exibido hoje no Sesc registra momento único e espiritual da cultura pataxó desencadeado pelo ‘barro’

Da redação

Encerrando o ‘I Encontro Brasil Indígena – a temática indígena na escola’, será apresentado hoje, às 20 horas, no Sesc Araraquara, o documentário produzido, dirigido e celebradopor Paulo Souza (PauloGuarani Kaiowá), “Kadhawe Pawá Kadhawe Pohehaw – Celebrando o Barro, Celebrando a Vida”, com os Pataxó da Bahia. O curta-metragem, que tem o apoio cultural da FUNCEB/Secretaria Estadual de Cultura da Bahia, registra um momento único e espiritual da cultura Pataxó desencadeado pelo ‘barro’. Para o diretor, convivercom os índios é um aprendizado contínuo, pois as lições se apresentam todos os dias.
Após o documentário haverá debate com lideranças indígenas Pataxó da Bahia.

Motivo do encontro
De acordo com a socióloga e vice-presidente da Fundação Araporã, Grasiela Lima, o encontro que teve início no dia 24, 25 e termina hoje. Foi realizado na Unip, Mapa e Sesc, e foi pensado como objetivo discutir questões relativas aos povos indígenas do nosso país. O tema escolhido, ‘A Temática Indígena na Escola’, tem como propósito o debate e a promoção de ações no âmbito do ensino, pesquisa e extensão universitária relacionados à implementação e efetivo cumprimento da Lei 11.645/08, no que se refere especificamente ao ensino de História e Cultura Indígena nas escolas de educação básica.
Para a socióloga, de um modo geral, o que se apresenta nas escolas é um trabalho equivocado, que reforça ou reproduz preconceitos, estereótipos, com disseminação da imagem de um “índio genérico”, ou de uma cultura congelada no tempo, quando da chegada dos europeus no século XVI, ou ainda, de um não-índio, entendido como fruto de um processo de mestiçagem e que não traz mais as “características típicas/tradicionais” de seu povo.

Programação de hoje
A partir das8h30, na Unip, acontece o simpósio ‘A Temática Indígena na Escola – material didático e práticas educativas’ e às 10h45 as oficinas de cerâmica Indígena: Técnica do Acordelado; Musicalização Indígena para Professores; Diversidade étnica e representação gráfica: técnicas de isogravura; Questão Indígena: O que não ensinar na escola; Jogos, Brinquedos e Brincadeiras: um olhar lúdico para a questão da diversidade étnica no espaço escolar’. Às 14 horas, o público acompanhará ‘Comunicações Orais’, com apresentação de trabalhos de educadores e pesquisadores sobre as iniciativas educacionais na rede básica de ensino sobre a temática indígena (história e cultura e às 20 horas- Documentário no Sesc.

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