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Acessível aos olhos

Algumas obras estão na altura dos olhos das crianças para que possam ter maior acessibilidade

Célia Pires

A Casa da Cultura de Araraquara abriu no último dia 1º a exposição “Coletivo Terça ou Quarta + Acervo Municipal”. Com entrada gratuita, a mostra vai até o dia 20 de setembro.
O público poderá admirar obras de importantes pintores que compõem o acervo municipal e que geralmente não são expostas, como Alfredo Volpi, Francisco Amêndola, Ottone Zorlini, e de artistas fundamentais na história da arte moderna internacional, como Pieter Ouborg, do Grupo Cobra, e Emílio Vedova, da Arte Informal italiana.
Paulo Portela Filho, autor do programa educativo para a exposição, explica que o projeto visa oferecer um acolhimento adequado para aquele que vem visitar a exposição, seja este individual ou agrupados, como os da escolas públicas ou particulares. “Independentemente disso, os educadores vão estar presentes para poder acolher qualquer interesse do visitante avulso no período da exposição.
Aos sábados, o programa educativo contempla uma atividade que se chama ‘Famílias + Pintura’ e que é destinada a uma investigação autônoma de adultos e crianças dessa exposição acompanhado de um material didático especialmente construído para a oportunidade. “Uma das novidades é que duas obras vão estar modificadas na colocação habitual para ficarem acessíveis aos olhos das crianças, coisa que normalmente que não acontece numa exposição”.
Portela explica que o trabalho que vai acontecer aos finais de semana é um trabalho que vai promover a reunião de adultos e crianças e durante a semana qualquer criança que visitar autonomamente a exposição pode receber esse material também e participar dessa atividade. Além disso, toda semana tem uma atividade chamada ‘Assessoria ao professor’, onde os professores que querem trazer grupos para virem visitar a exposição podem antes virem se consultar com sua assistente no projeto e tirar todas as dúvidas para futuramente agendar um grupo para visitar a exposição.

Coletivo
Fernanda Izar, 35, uma das expositora do ‘coletivo’, conta que conheceu os outros expositores Felipe Góes e Jeff Chies em 2010 num curso de pintura. Ficaram amigos, descobrindo muitas afinidades. Assim, começaram a frequentar o ateliêr uns dos outros e pensaram em expor juntos em algumas cidades. Assim se inscreveram em alguns editais e salões. “A cada exposição que a gente consegue produzir é um desafio novo, uma escolha de obras novos, além de ficarmos mais integrados”, diz Fernanda.
O estilo dos amigos artistas é a pintura contemporânea que, segundo Fernanda, tem sido feita hoje pelos jovens artistas que acreditam que pintura seja aquela com as quais tem mais afinidade e vontade de praticar. “Nessa exposição a gente tem um paralelo entre o acervo do museu que são obras basicamente do século 20, do modernismo brasileiro, além de nomes internacionais, e a gente entra com o atual, com o contemporâneo, com a nossa visão do que é a pintura hoje. Muitas coisas destes artistas modernos nos ensinam a tradição que vem complementar nosso trabalho hoje”.
Fernanda ainda acrescenta que acha muito importante esse tipo de mostra para a valorização da arte e dos artistas de uma cidade e de um país poder exibir suas obras e mostrá-las, conservá-las para a população, para o público. “Foi muito importante, pois fizemos uma palestra para os professores para que passem a seus alunos que tenham contato com esse acervo, que é muito rico”.

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