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Wittgenstein

(História da Filosofia)

Ludwig Wittgenstein nasceu em Viena em 1889, filho de um magnata da indústria do aço no Império dos Habsburgos. Estudou engenharia e, em 1911, matemática no Trinity College, de Cambridge, onde foi aluno de Bertrand Russel.

Na Primeira Guerra Mundial foi voluntário do exército austríaco e ficou preso pelos italianos durante um ano. Foi professor primário na Áustria e de filosofia em Cambridge. Na Segunda Guerra Mundial trabalhou num laboratório médico. Faleceu de câncer em 1951.

Escreveu o “Tractatus logico-philosophicus”, sua obra mais importante e também “Pesquisas Filosóficas”, “Gramática filosófica”, etc.. No “Tractatus” ele enumera sete proposições, entre elas: 1. “O mundo é tudo que é o caso”; 2. “O que é o caso — o fato — é a existência real de estados de coisas”; 3. “O quadro lógico dos fatos é o pensamento”; 4. “O pensamento é a proposição dotada de sentido”; 5. “A proposição é uma função de verdade das proposições elementares” e 7. “Sobre aquilo que é impossível falar deve-se calar”.

Par ele a filosofia nada mais é que “a teoria da forma lógica das proposições científicas”. A essência da proposição científica reside em tal bipolaridade: tem dois polos, o verdadeiro e o falso. Elas podem ser simples (elementares) ou complexas (compostas de outras proposições) e as proposições da lógica, além de complexas, “são compostas de tal modo que não possam ser falsas”. (Lock).

Entendia que toda filosofia é “uma crítica da língua”, sendo seu objetivo “o aclaramento lógico dos pensamentos”. Nas “Investigações Filosóficas”, ele observa que “a filosofia não deve de modo algum atentar contra o uso real da linguagem, que nada mais pode fazer senão o descrever. Pois tampouco poderia fundamentá-lo. Ela deixa todas as coisas no estado em que estão” (id.).

A língua, pois, seria uma família de estruturas, “que existem inumeráveis e diversas espécies de utilização de tudo a que chamamos signos, palavras, frases”. “A filosofia é a terapia das doenças de linguagem”. (Reale).

Alguns filósofos o consideram o “pai da filosofia linguística” e também influenciou a corrente chamada de filosofia analítica, desenvolvida na Inglaterra. (Mora). Ele enfatiza o uso da linguagem nas diferentes atividades sociais cotidianas. São os “jogos de linguagem”. “Para nos curar do impulso de generalizar, a escrita de Wittgenstein não se apresenta sob a forma de argumentos lineares convencionais, desdobrando-se antes em analogias, aforismos, novas perspectivas e convites para olhar para velhos fenômenos sob nova ótica”. (Lock).

Bibliografia: Blackburn, Simon – “Dicionário Oxford de Filosofia”; “História das Grandes Ideias do Mundo Ocidental”, da Coleção “Os Pensadores”, “Wittgenstein”, de Armando Mora; Reale, Giovanni e Antiseri, Dario – “História da Filosofia” e Huisman, Denis – “Dicionário dos Filósofos”, “Wittgenstein”, de Grahame Lock.

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