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Votar conhecendo o passado de seu representante

Maria Aurélia Minervino

A época chegou e os brasileiros são “convidados” de todas as formas possíveis a participar do processo eleitoral, desmotivados e sem vontade de atuar nesse momento, que deveria ser sério e patriótico. Centenas de candidatos oriundos de todos os lugares surgem, com habilitações ou não, para ser um político apostando em suas possibilidades, de se tornar um representante dos cidadãos de sua cidade. Quem são eles? Deveriam ser titulares de incumbências a eles atribuídas; delegados do povo eleitos através do voto direto, para que trabalhem na elaboração e fiscalização de leis, que sustentem sua cidade e sua população. Povo esse, com convicções próprias e desejos de mudanças que atinjam o bem comum.
Entretanto, durante a campanha política, nos horários ditos “obrigatórios” observa-se que muitos não possuem as mínimas condições para exercer um mandato; situação essa que deveria ser exigida, pelo Tribunal Eleitoral, em respeito ao eleitor. A clara incapacidade de se fazer entender, pela ausência de pré-requisitos de formação educacional acaba por influir em propósitos básicos para com seus eleitores. Parece que ultimamente, há uma “massa” constituída de agregados que quer fazer de um cargo político, um emprego que lhe garanta o sustento, diante da crise que se arrasta por longos doze anos. Fazer política deveria ser uma questão séria, assim como “ser” político…
Os últimos e cinzentos anos ocasionaram entre os brasileiros, uma sensação de desconfiança absoluta e muitos andam dizendo que não votam nunca mais. Cansados de ver os descaminhos desta política desviada, o pensamento de muitos, trás um único desejo: anular seu voto. Votar em quem? Nos mesmos de sempre, já habituados ao ritmo lento de compromissos; das sessões na Câmara, com seus projetos que esbarram na pobreza do Executivo? Representantes mal qualificados que acabam por transformar o momento eleitoral, em uma continuidade dos episódios que passarão para a história como anos de corrupção e vergonha.
Mas eles estão aí querendo mais… São aqueles que foram nomeados para um mandato de quatro anos e que durante este tempo, sequer te olhavam quando te encontravam em lugares mais freqüentados. Pois é, agora eles te perseguem literalmente… Colocam santinhos em sua caixa de correio; assediam-te pelas ruas, com palavras atenciosas. Acordam-te num domingo, às oito horas da manhã, com mensagens gravadas, pelo telefone, para falar um nome que você sequer conhece.
Entretanto, se você for realmente inteligente vai perceber que, não há nada de novo entre o céu e a terra. É só o mesmo tempo de “caça” dos Políticos, aos eleitores, que depois de tantas manobras vergonhosas; de tantas mentiras, deles fogem “como o “diabo da cruz”. Infelizmente, não é sem motivos que isto acontece. O País foi jogado na lama por quem deveria sobretudo honrá-lo, e é apresentado nas mídias como um espetáculo que grave chega as portas do ridículo . Um verdadeiro “pastelão à moda antiga!.
Campanhas que nada apresentam ou acrescentam de novo, aos planos de Governo, através das palavras de seus candidatos acabam por desvendar a índole caricata de seus representantes, causando a sensação de que tudo é muito igual para “esses novos papagaios políticos” que aprendem facilmente a fazer suas promessas…
Uma campanha decente sem atingir ou humilhar seus concorrentes e, sobretudo seus eleitores deve começar pelo comportamento ético do candidato, em seu cotidiano; sua história de vida, se já foi político. É importante saber o que fez nos anos anteriores; com quem se aliou; se tem uma ficha limpa aonde nada conste sobre sua conduta política e social. Um candidato ao ser eleito pelo povo tem que ser transparente, sem ter nada que o abone. O povo realmente não sabe o poder que tem e talvez não tenha a consciência de suas responsabilidades para com toda a comunidade. Não pode ser considerado uma “massa” humana que espera atitudes; fácil joguete de qualquer um, que a use para seus objetivos próprios. Se o momento é agora, a oportunidade é agora, de usar a voz contra essa “massa inerte” que espera forças exteriores, que lhe impulsionem e que são maleáveis a propostas de interesse momentâneos, mas que podem mudar sempre influenciadas por novas bandeiras.

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