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Vida melhor

Vida melhor

Existe uma tendência em se procurar no passado um tempo feliz. O que faz parecer então que não somos felizes atualmente. Porém, isso não é novidade, pois, a História, a depender da vida que as pessoas levam, geralmente difícil, cheia de problemas, costuma se repetir. Isso aconteceu na antiga Grécia, na Idade Média e continua a ocorrer no mundo moderno.

Parece que a insatisfação é uma constante. Vamos nos ater ao nosso país e em apenas alguns problemas para não irmos muito longe. Os idosos costumam dizer que “no meu tempo era melhor de se viver” (os idosos daquele tempo também diziam isso…). E eles dizem isso com tal convicção, com tal firmeza que parece não haver dúvidas sobre o que afirmam. É claro, que, de um modo geral, os tempos da juventude eram mais agradáveis, relembram também os da infância, onde não existiam responsabilidades; recordam-se da família e dos amigos da época (as verdadeiras e puras amizades). Enfim, tempos felizes.

No entanto, essa é uma visão subjetiva, a depender de cada pessoa. Pois, objetivamente, não é bem assim. É só analisar como as pessoas viviam para aquela ideia ser contestada. A começar pela saúde. Pouquíssimos médicos que, raramente (os humanitários), não cobravam seus honorários, modestos ou não; não poucas vezes em troca de umas galinhas e leitões e que nem todos tinham condições de pagá-los.

Era imenso o sacrifício do pobre em tentar pagar os honorários aos médicos; tinham de, estoicamente, suportar a dor e a doença ou então valer-se das mezinhas populares, dos remédios caseiros. Partos eram feitos pelas parteiras, senhoras experientes e nas próprias casas. Hospital, quando existia, era um luxo reservado a poucos privilegiados. E as operações sempre eram um risco, pois a ciência ainda não havia atingido a evolução atual. Quantas não morriam ao dar a luz; quantas não foram retiradas a fórceps!

Pouquíssimas pessoas conseguiam atingir uma idade provecta; a maioria ficava no meio do caminho por falta de recursos. E comida não era fácil de se obter. Nos quintais das casas das cidades criavam-se galinhas, porcos; hortaliças e frutas eram colhidas lá mesmo. E na venda da esquina era na caderneta que se marcavam os débitos das famílias, para, depois, ser quitados no fim do mês. Isso quando não eram protelados, mas aceitos pelos comerciantes. Era a maioria da população.

Uma vida difícil que as crianças da época sequer imaginavam, mas que se consideravam felizes, pois brincavam de futebol nos terrenos baldios ou nas várzeas das grandes cidades. Também não haviam as comodidades domésticas para a dona de casa. Era só água de poço, chuveiro frio, fogão à lenha, guarda-comida suspenso na cozinha, ferro à brasa; roupas que passavam de pai para filho, por gerações.

A economia do País era de certo modo estável. O cruzeiro ainda valia e não era corroído pela inflação, que, depois, em fins do século passado veio à toda. O trabalhador conseguia, embora a duras penas, economizar. Os políticos nunca foram santos, mas existia uma certa postura, de eles servirem de exemplos à comunidade, pois não eram remunerados por exercer seus cargos, honrosos que eram os de prefeito e vereador. A polícia não tinha tanto trabalho: era conciliar brigas de vizinhos, de marido e mulher, descobrir os autores dos pequenos furtos, manter a ordem nas quermesses. Tudo muito simples.

Entretanto, as facilidades existentes no mundo moderno são incomparáveis, “cum grano salis”, relativamente. Saúde e esporte para todos, indistintamente e de graça; alimentação à vontade nos supermercados; facilidades extremas na vida doméstica; transportes públicos a tarifas módicas; dinheiro valorizado; profusão de transportes particulares; comunicações em tempo real.

Segurança, a desejar; políticos também, mas perfeição é impossível. Pode ser que as pessoas daquela época se consideravam felizes. Entretanto, as de hoje podem se considerar muito mais ainda. Em quantidade. E apesar dos problemas, agitações, estresses, dificuldades, não se pode comparar a vida de hoje, muito melhor, com a do passado.

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Existe uma tendência em se procurar no passado um tempo feliz. O que faz parecer então que não somos felizes atualmente. Porém, isso não é novidade, pois, a História, a depender da vida que as pessoas levam, geralmente difícil, cheia de problemas, costuma se repetir. Isso aconteceu na antiga Grécia, na Idade Média e continua a ocorrer no mundo moderno.

Parece que a insatisfação é uma constante. Vamos nos ater ao nosso país e em apenas alguns problemas para não irmos muito longe. Os idosos costumam dizer que “no meu tempo era melhor de se viver” (os idosos daquele tempo também diziam isso…). E eles dizem isso com tal convicção, com tal firmeza que parece não haver dúvidas sobre o que afirmam. É claro, que, de um modo geral, os tempos da juventude eram mais agradáveis, relembram também os da infância, onde não existiam responsabilidades; recordam-se da família e dos amigos da época (as verdadeiras e puras amizades). Enfim, tempos felizes.

No entanto, essa é uma visão subjetiva, a depender de cada pessoa. Pois, objetivamente, não é bem assim. É só analisar como as pessoas viviam para aquela ideia ser contestada. A começar pela saúde. Pouquíssimos médicos que, raramente (os humanitários), não cobravam seus honorários, modestos ou não; não poucas vezes em troca de umas galinhas e leitões e que nem todos tinham condições de pagá-los.

Era imenso o sacrifício do pobre em tentar pagar os honorários aos médicos; tinham de, estoicamente, suportar a dor e a doença ou então valer-se das mezinhas populares, dos remédios caseiros. Partos eram feitos pelas parteiras, senhoras experientes e nas próprias casas. Hospital, quando existia, era um luxo reservado a poucos privilegiados. E as operações sempre eram um risco, pois a ciência ainda não havia atingido a evolução atual. Quantas não morriam ao dar a luz; quantas não foram retiradas a fórceps!

Pouquíssimas pessoas conseguiam atingir uma idade provecta; a maioria ficava no meio do caminho por falta de recursos. E comida não era fácil de se obter. Nos quintais das casas das cidades criavam-se galinhas, porcos; hortaliças e frutas eram colhidas lá mesmo. E na venda da esquina era na caderneta que se marcavam os débitos das famílias, para, depois, ser quitados no fim do mês. Isso quando não eram protelados, mas aceitos pelos comerciantes. Era a maioria da população.

Uma vida difícil que as crianças da época sequer imaginavam, mas que se consideravam felizes, pois brincavam de futebol nos terrenos baldios ou nas várzeas das grandes cidades. Também não haviam as comodidades domésticas para a dona de casa. Era só água de poço, chuveiro frio, fogão à lenha, guarda-comida suspenso na cozinha, ferro à brasa; roupas que passavam de pai para filho, por gerações.

A economia do País era de certo modo estável. O cruzeiro ainda valia e não era corroído pela inflação, que, depois, em fins do século passado veio à toda. O trabalhador conseguia, embora a duras penas, economizar. Os políticos nunca foram santos, mas existia uma certa postura, de eles servirem de exemplos à comunidade, pois não eram remunerados por exercer seus cargos, honrosos que eram os de prefeito e vereador. A polícia não tinha tanto trabalho: era conciliar brigas de vizinhos, de marido e mulher, descobrir os autores dos pequenos furtos, manter a ordem nas quermesses. Tudo muito simples.

Entretanto, as facilidades existentes no mundo moderno são incomparáveis, “cum grano salis”, relativamente. Saúde e esporte para todos, indistintamente e de graça; alimentação à vontade nos supermercados; facilidades extremas na vida doméstica; transportes públicos a tarifas módicas; dinheiro valorizado; profusão de transportes particulares; comunicações em tempo real.

Segurança, a desejar; políticos também, mas perfeição é impossível. Pode ser que as pessoas daquela época se consideravam felizes. Entretanto, as de hoje podem se considerar muito mais ainda. Em quantidade. E apesar dos problemas, agitações, estresses, dificuldades, não se pode comparar a vida de hoje, muito melhor, com a do passado.

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