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Tentamos…

Por Maria Aurélia Minervino

Tentamos…

Desde o começo do dia e avançando por ele, tentamos… Tentamos driblar o tempo que passa rapidamente depois que acordamos, nos ponteiros do relógio que prendem o olhar apressado, para o compromisso que não pode deixar de ser cumprido. Começa a jornada que nos leva às inúmeras atividades, quando a paciência se torna imprescindível nas nossas vidas, pois requer jogo de cintura e tentativas… Em meio à pressa insana do trânsito, tentamos chegar sorridente ao trabalho, depois de uma noite insone, com aquela dor de cabeça (da coluna), já tão nossa conhecida.

Porém, não é só isso! Bom seria se fosse! Tentamos almoçar uma comida saudável no aconchego do lar, mas nem sempre é possível. Melhor mesmo será um lanchinho rápido ou talvez um salgado que, pela goela é empurrado com goles de refrigerante, hiper gelado; Coca-Cola de preferência que ajuda o pobre estômago, em sua tentativa de fazer a digestão.

Nada é tão fácil e nem parece… Como dizia o cantor Gonzaguinha: “Viver, e não ter a vergonha de ser feliz”, entretanto envolve momentos, onde nossa atuação tem que ser quase perfeita, tanto em diálogos, gestuais e emoções, como em um teatro com vários atores conectados, para que o cotidiano seja no mínimo, razoavelmente tranquilo. Não sem muitas tentativas erradas…

Os movimentos de nossa vida, como vimos, envolvem emoções e sentimentos de uma forma agradável ou muito ruim, presentes no cotidiano, São reações químicas ou nervosas contidas em nossa memória emocional, que ativadas por um estímulo externo (tentativas) despertam provocando os sentimentos que são as respostas de como nos sentimos, diante de determinada emoção. E são tantas emoções!

Alegrias que regulam nosso humor, mas cujo antônimo, a tristeza consegue abalar até o mais forte ser humano, e vem depois de momentos difíceis como doenças ou perdas, trazendo muitas vezes a depressão, que por si própria vem junto com outras situações. As saudades… Ah! Elas nos habitam… São momentos onde lembranças boas ou más vêm de repente, acionadas por um “flash” de memória visual que mostra um rosto, um lugar, ou a sensação olfativa que nos trás um odor ou perfume. Sorrimos às vezes, mesmo tristes ou ficamos melancólicos, com o rosto indecifrável, mas por mais que tentemos, não há como resgatar do passado; o instante mágico de tanta alegria, ou afastar de nós aquele instante, que nos jogou no chão, nos colocando em um mundo a parte, solitário e sem ruídos.

Na parte boa do pacote das tentativas humanas, a generosidade também condiz com nossos comportamentos, pois vivemos em sociedade, mas nem sempre é bem acolhida pelos mal-intencionados de plantão… Ela nos coloca frente a outros humanos, que pensam em si próprios e tentam lá, a sua maneira tirar proveito do poder fazer; do poder ter… Ambições humanas…

 Raiva ou ódio trás a vontade, de que o odiado seja punido, pelo mal que achamos que nos causou, de uma forma muitas vezes cruel. E muitos tentam… Isso é humano? Talvez, mas faz parte desta tal humanidade e suas inúmeras tentativas em se fazer justiça e por mais que se tente perdoar, muitos não conseguem e acabam sofrendo mais que o próprio odiado.

Mesmo o amor, o maior condutor de energia do mundo, às vezes falha tentando harmonizar círculos familiares, amigos, ou grupos de pessoas, que são de alguma forma, diferentes. Muito difícil isso! Tentamos não ter ciúmes da nossa “metade da laranja”, pois somos livres e ninguém pertence a ninguém, mas o diabinho vem colocar coisas em nossas cabeças… Maldade pura! Tentamos não brigar por isso… Tentamos apenas!

É complicado falar de nossas meras tentativas para viver em tempos, que exigem boas condições físicas, mentais e sentimentais.

A situação do País com seu povo dividido, entre a ignorância e o saber favorece interesses ocultos e inúmeras tentativas de desfavorecer  leis, com tanta facilidade, que assombra. Aos incautos, a pobreza do “pão e circo”, (alegrias e alimentoa), aos mais inteligentes, o livre arbítrio para escolher entre o bem e o mal. Brasil, que seu povo acorde! Um povo “lesado” em sua maior necessidade, a educação não consegue participar e exigir, com inteligência os seus direitos e deveres. Alguns casos, envolvidos por “uma preguiça mental”, nem tentam…

E assim, de tentativas e tentações vamos galopando o tempo, buscando tirar da vida o que ela tem de melhor…

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