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Sem lenço e sem documento

J.Rufino
A minha esposa, professora Creusa Pereira de Melo Rufino, assumiu a direção da E.E. “Professor Roberto Veltre”, no Município de Matão.
Noticiando o fato, formulo – lhe votos de pleno sucesso na administração daquela casa de ensino.
O Instituto de Assistência MÉDICA ao SERVIDOR PÚBLICO E STADUAL IAMSPE, está se constituindo, faz tempo, num problema extremamente sério. Os seus usuários têm, ao longo do tempo, enfrentado muitas dificuldades, sendo levados a uma situação de desespero.
Certa vez, um amigo, detentor de um plano de saúde, disse-me que iria desistir do mesmo, entendendo que o IAMSPE estava funcionando de forma eficiente. Sugeri-lhe que não tomasse tal atitude, uma vez que a instituição não é confiável. E os fatos, infelizmente, têm comprovado a desalentadora realidade.
Não se pode conceber, em sã consciência, que uma entidade que recolhe, religiosamente, uma elevada soma em dinheiro, não dispense aos seus usuários uma assistência adequada. Não haveria necessidade de se recorrer a Ribeirão Preto, Matão Taquaritinga e São José do Rio Preto para a efetuação de exames e busca de diagnósticos.
A Santa Casa de Misericórdia atendeu, por algum tempo, os usuários do IAMSPE e seus dependentes, compreendidas Araraquara e região. Mas o atendimento foi suspenso, gerando sérios embaraços a todos.
Nos últimos tempos, o atendimento vinha sendo prestado pelo Hospital São Francisco, dentro das dependências da Beneficência Portuguesa. Entretanto, de um momento para o outro, os usuários e seus dependentes, ficaram na mão, isto é, sem lenço e sem documento.
O Hospital do Servidor Público Estadual, em São Paulo, dotado de moderno aparelhamento, está capacitado a prestar um eficiente atendimento a todos que o procuram. Todavia, reconheça-se, nem todos, por uma série de razões, podem ter acesso àquela casa de saúde, que se constitui em referência no setor.
O IAMSPE é instituição do Estado e, por isso, deveria merecer mais atenção do governo. Entendo que, em termos de Araraquara e região, o deputado reeleito Roberto Massafera poderia interferir, buscando desenvolver um trabalho em benefício da comunidade atendida pelo IAMSPE.
A situação não pode e não deve perdurar, uma vez que se trata de uma questão de saúde. E a saúde é o bem maior de todos nós. O quadro se faz merecedor de medidas urgentes, a fim de que milhares de usuários recebam um tratamento humano e eficiente, saindo da situação incômoda em que se encontram.
Nada contra médicos e funcionários que atuam no IAMSPE local. Mas tudo contra a política de saúde praticada pelo governo estadual, que deveria ser mais sensível à causa.
Há necessidade de que o dinheiro arrecadado, mensal e religiosamente, seja revertido em benefício dos usuários e seus dependentes. Não se trata de favor, mas de uma obrigação de um órgão, cuja finalidade primordial é cuidar da saúde de seus associados.
Concluo afirmando que todos devem ser tratados com atenção, cuidado e respeito. Não é possível que os usuários do IAMSPE, em termos do interior, sigam abandonados, sem lenço e sem documento.

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