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Salários dignos na Educação

Salários dignos na Educação

Por Luís Carlos Bedran

 

O calendário diz que em 15 de outubro comemora-se o dia de uma profissão tão importante para a sociedade, quanto desvalorizada pelos nossos governantes: a de professor. Neste século tão revolucionário, parece que eles ainda não conseguiram perceber que investir fortemente na Educação para o desenvolvimento de um país, não somente deve ser prioritário, mas fundamental para que ele possa progredir neste mundo capitalista, competitivo e globalizado.

Não se trata apenas de investir na tecnologia moderna para as salas de aula, ou na construção de escolas, creches, no fornecimento de merendas, no estudo das disciplinas, de acordo com as diretrizes e bases da educação ou em dar as melhores e mais eficazes condições aos alunos, tanto os que cursam o primário, quanto o universitário. Isso é óbvio.

O que se trata aqui é aquilo que os nossos governantes, em quase toda nossa História, salvo raras exceções, têm deixado de lado: remunerar os professores e as professoras em níveis compatíveis com a sua digna profissão. Porque é difícil viver e sustentar suas famílias ganhando tão pouco. Se a maioria não estivesse vocacionada — o que é meritório — como ficariam os nossos filhos?

Num passado bem distante os professores eram respeitosamente chamados de mestres-escolas e eram bem remunerados, com salários quase que idênticos aos de juízes das comarcas das pequenas cidades. Hoje, apesar das explicações que os governantes tentam dar, dizendo ser difícil remunerá-los dignamente, alegando que há prioridades extremas que não podem deixar de praticar, que a arrecadação dos impostos não tem sido suficiente, etc., não chega a convencer ninguém.

Nem se pode alegar que a tecnologia da informação avançou muito no mundo e que hoje a figura do educador seria dispensável, graças à internet e ao celular. E que os jovens, de todos os níveis, quase que não necessitam mais deles e que, por isso mesmo, não precisam mais ser educados nos mesmos moldes do passado, onde tudo isso inexistia.

É verdade que tudo mudou, que a velocidade das informações é uma constante, não se consegue mais detê-la e que o conceito atual da educação não se limita apenas ao tradicional quadro negro. No entanto, continua insubstituível a orientação do professor primário, que também tem de estar atualizado. O que nem sempre é possível, pois lhe faltam meios que os governos têm de lhe fornecer, mas não os fornecem.

Essa categoria não tem de ganhar bem, tem de ganhar muitíssimo bem. Os países democráticos mais avançados e desenvolvidos do mundo, em todas as áreas do conhecimento, os da Europa, Japão, Estados Unidos, conseguiram proporcionar às suas populações um bem-estar compatível com o ser humano, investindo pesadamente na Educação. E isso até mesmo nos países não democráticos, como a China.

Valorizar e remunerar com dignidade os professores e as professoras que militam no ensino primário é dever dos governantes. E quando isso ocorrer, aí sim, eles e todos nós ficaríamos muito mais felizes em comemorar o seu dia.

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