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Ruína sem retorno

Genê Catanozi Quando temos alguma habilidade, à medida que a exercitamos, ela vai aumentando, e isso poderá levar à ambição, ao orgulho, à onipotência, etc. A ambição desmedida e o orgulho somente poderão ser controlados se alguém tiver os pés no chão e com os olhos no céu.Se o orgulho e a soberba não forem […]

Genê Catanozi

Quando temos alguma habilidade, à medida que a exercitamos, ela vai aumentando, e isso poderá levar à ambição, ao orgulho, à onipotência, etc. A ambição desmedida e o orgulho somente poderão ser controlados se alguém tiver os pés no chão e com os olhos no céu.
Se o orgulho e a soberba não forem restringidos logo no seu início, irão se desenvolver mais e mais, e aí a coisa pega de verdade. É como um cavalo de corrida, se o jóquei não controlar bem, ele poderá disparar a qualquer momento.
Um dos muitos instrumentos que mais estimulam o galope desenfreado tanto da soberba como do orgulho é o elogio falso. A capacidade de se achar superior aos outros fica demonstrado primeiramente nos gestos, pois eles são o reflexo do que há por dentro de cada um. Os gestos demonstram a fragilidade do pensamento e a incoerência de se sentir um semideus, às vezes a inconsciência está cheia de entranhas que não foram devidamente trabalhadas. Nesse ponto nem Freud teve tempo suficiente para analisar tantas artimanhas do inconsciente.
Existem inúmeras formas de não se deixar contrair pelo vírus da própria traição, um deles é acreditar que ninguém está acima de Deus. Mas, como o ser humano é fraco com suas próprias gentilezas para com os outros, acaba fazendo de si mesmo um refém e tornando a sua vida e a dos outros um inferno. Quando isso acontece o melhor é se afastar e ficar bem longe da porcariada, pois se tornar um refém é uma prisão sem grades.
O versículo 15 do maior livro vendido no mundo descreve que Lúcifer era perfeito nos seus caminhos, desde o dia em que foi criado, até que nele se achou a iniqüidade, proveniente do orgulho que passou a existir em seu coração por causa da sua formosura. O orgulho gerou nele insatisfação com a posição que ocupava e, com a insatisfação e a ambição desmedida foi que o fez desejar elevar-se acima de Deus.
Mesmo já ocupando uma alta posição, Lúcifer ficou insatisfeito. Ele já era muito capaz, havia sido estabelecido líder dos anjos e estava acima dos arcanjos Miguel e Gabriel, mas ainda assim quis elevar-se mais, ambicionando ser semelhante a Deus. Acontecendo que Lúcifer rebelou-se contra Deus, pois o orgulho conduziu-o à ganância desenfreada, à multiplicação da iniqüidade e à injustiça.
Vendo tudo isso acontecer, Deus tirou-lhe o ministério e o lançou dos céus a terra. Os anjos que o haviam seguido foram lançados aos ares e se tornaram os principados e potestades nos lugares celestiais. Esta passagem bíblica reflete o que mundo atual está passando e o que terá que enfrentar daqui para frente.
O homem como ser possui várias facetas, mas esqueceu de que não detém a vida eterna e nem é dono de si mesmo, contudo, promove o sofrimento em troca de uns míseros trocados.
Não adianta seguir em frente sem se ter a espiritualidade verdadeira que vá de encontro com a alma e com a sintonia do universo.
Na vida tudo passa neste mundo de pura ilusão, fica no céu a fumaça e na terra o carvão. A vida é um “nada” no mundo.
Como a terra não tem segundo andar e ninguém nasceu de chocadeira, o melhor é passar o bastão com mais suavidade e tentar sair da zona de conforto e botar literalmente a mão na massa.

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