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Qualidade total para todos

Não há coisa mais sem graça do que dizer que se está dando uma educação de qualidade para todos, pois o Brasil continua sem qualidade. Afinal, quem são esses todos? Que qualidade total é essa? Cadê qualidade total na saúde, na educação e em tudo?
A Coréia do Sul vem implantando uma educação forte e realmente de qualidade nestes últimos 25 anos em todos os níveis educacionais, e tem obtido grandes resultados, principalmente quando saiu do quarto mundo e virou país de primeiro mundo. Graças a seriedade das pessoas que se comprometeram em fazer da educação o carro-chefe da nação coreana. E não deu outra, hoje a Coréia do Sul esbanja seriedade educacional para o mundo inteiro, e seus políticos, perceberam que o grande negócio era a educação para se atingir um altíssimo grau de reputação perante o mundo.
Para a Coréia do Sul chegar aonde está hoje, precisou quebrar paradigmas, mudar mentalidades, atitudes, cultura e principalmente educar também seus políticos para levar o país a sério. Como vemos, lá também não era um país de fato, mas as competências falaram mais altas. Quem é que não gosta de ser bem tratado, quem é que não gosta de ver as coisas funcionando, quem é que não gosta de ver prevalecer excelentes exemplos e uma exemplar punição aos maus intencionados de carteirinha, quem é que não gosta de ver políticos corruptos cassados e presos, quem é que não gosta de ver o dinheiro público deixar de sair pelo gargalo, todo mundo gosta e quer ver as coisas acontecerem de fato e direito.
Claro que, tudo isto aconteceu por lá devido a implantação de uma gestão da qualidade educacional voltada primeiro para a melhoria do país, aliás, copiou-se o mesmo sistema que o Japão fez com a qualidade total em 1949, final da II guerra mundial. E não é que deu certo. Copiar coisa boa não é para qualquer um.
Aqui, estamos carecas e mais do que carecas de saber que, enganar é mais fácil, mentir é estar livre, levar vantagem em tudo é o melhor caminho, mas tudo isto se faz com o outro, nunca, jamais consigo próprio. Não é isso que pensamos? Mas, como tudo, o mundo dá muitas reviravoltas e enquanto isso “a Lusitana roda e o mundo continua girando”. Precisamos deixar de ser um país da impunidade como tantos outros, precisamos deixar de rolar tudo como se fosse cômodo e natural. Não podemos deixar porcarias culturais aos nossos filhos, devemos ter a coragem para quebrarmos paradigmas ultrapassados e sem funcionalidade. Lembram-se daquela propaganda sobre uma determinada marca de bebida: “Amanhã eu vou ser o que você foi ontem”.
Precisamos sair da nossa zona de conforto, devemos agir ao invés de aceitar, será tarde quando algo terrível bater nas nossas portas. O pior é ser omisso ou fazer-se de que nada aconteceu ou nada está acontecendo. Se desejarmos filhos alienados ou incultos tudo bem, mas não é justo dar a vida a alguém e se omitir de fazer o melhor para ele e para o mundo, pois é nesse mundo que seu filho irá viver, com ou sem dinheiro no bolso.
Leve seu filho para conhecer uma biblioteca, leve seu filho ao mundo da leitura, leve seu filho para coisas que ele aprenderá para a vida toda, sejam pais presentes com atitudes coerentes com a ética e com o bom exemplo, porque “lá em cima” com certeza alguém está de olho em você.
Se o Brasil é de todos, também a qualidade total deveria de ser para todos.
Genê Catanozi

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