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Por que não à intervenção do Rio

Alguém me perguntou por que não à intervenção no Rio.
1. Banalização de algo que deveria ser excepcionalíssimo, que é o emprego do exército numa situação de criminalidade urbana.
2. Gambiarra da intervenção apenas na segurança, que não faz sentido. Se o governo está funcionando, então era só trocar o secretário. Se não está, tira o vice do Cabral.
3. A situação é grave mas não é mais grave que em outros estados ou que era no mês passado.
4. O exército, a PF, a Abin ou sei lá como chama estão fazendo sua parte? Está combatendo o aspecto nacional do crime? Fronteiras, etc.? 5. Eles já mostraram que não tem plano claro. Já avisaram os bandidos que vão tentar fazer uma varredura nas favelas, o pessoal já deve estar buscando no AirBnb deles onde vão passar férias. 6. A intervenção federal em si é algo muito sério. Põe em questão a própria federação. As cenas de violência eram assustadoras, mas a cidade estava funcionando. 7. O prefeito e o governador fugiram do problema. Devem ser responsabilizados (o prefeito está sendo) pois caso contrário o país está premiando uma irresponsabilidade criminosa. 8. A intervenção já está tendo um efeito ruim no debate público. A impressão que passa é que uma solução radical está nas nossas mãos. E não a eleição, a renovação. 9. A crise teria que ser o “wakeup call” dos cariocas. Apelar para a população denunciar o crime, com recompensas, e parar de comprar droga em boca. A intervenção em meio àquela esbórnia do carnaval é uma das cenas mais deploráveis do Brasil contemporâneo. Parece que ninguém tá nem aí. 10. Sei que há aspectos positivos, que pode ser que isso ajude os fluminenses a alguma calma, que isso ajude a chegar às eleições bem. Mas o custo é de todos nós. Heloisa Pait é socióloga e professora da Unesp de Marília.

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