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Peso dos impostos

Se não bastassem os impostos indiretos que incidem sobre o consumo, no começo do ano a família brasileira já começa com o signo do endividamento. São o IPVA, Multas, IPTU, Matrículas,material escolar viagens de férias e outros que tais, como dizia Getúlio Vargas. A carga, portanto, é muito grande e fica concentrada em apenas três […]

Geraldo Gomes Gattolini

Se não bastassem os impostos indiretos que incidem sobre o consumo, no começo do ano a família brasileira já começa com o signo do endividamento. São o IPVA, Multas, IPTU, Matrículas,material escolar viagens de férias e outros que tais, como dizia Getúlio Vargas. A carga, portanto, é muito grande e fica concentrada em apenas três meses. Os governantes deveriam descobrir uma maneira de cortar o mal pela raiz, diluindo os impostos ao longo do ano. Quando a família ainda não saiu da situação difícil desses encargos, vem o imposto de renda e começa a cobrar no sistema progressivo. E aí vai. Vai pelo resto do ano.
Quem deve mais; o governo para a sociedade ou a sociedade para o governo? Dizem que o governo deve R$ 1 trilhão para a sociedade. Só os aposentados e pensionistas formam um conjunto de 800 mil processos contra o governo nos sempre lembrados itens da diferença de fgts e correção das cadernetas de poupança. O presidente do Banco Itaú disse que se forem cobrados de uma só vez essas diferenças, os bancos deveriam desembolsar entre R$ 250 bilhões a R$ 320 bi. É dinheiro que está fazendo falta a muita gente. Desde 2003 aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal.
O governo, se fosse honesto, deveria apurar todas as suas dívidas através de julgamento justo, que o STF está devendo à sociedade, e começar a trocar dívida por dívida. Deste modo aliviaria as famílias e daria um ar de seriedade aos poderes da República.
A imprensa já noticiou amplamente que os impostos representam 35% do PIB. Seria conveniente fazer uma debate sobre essa carga e saber se a contribuição à previdência deve ser considerada carga tributária. Nops Estados Unidos e Japão esses encargos não passam pelo tesouro. Portanto, não entram no cálculo da carga global. Este ano calcula-se que o Pib estará oscilando em torno de R$ 6,5 trilhões. Desse total, aproximadamente R$ 2,1 trilhões representam carga tributária. O governo da União fica com 77% desse total; o resto (15% para os estados e apenas 8% para os municípios. Há cálculos mais pessimistas para os municípios.
Quando foram realizados os debates para a redação da constituição federal, muito se falou sobre a distribuição mais equânime dos tributos. Ulysses Guimarães disse que ” o cidadão mora no município” e é ele que deve merecer as prioridades.
Voltando aos cidadãos comuns, aqueles que devem nos bancos são ainda mais penalizados. Ainda não foram feitos os cálculos sobre as taxas de juros, que consomem verdadeiras fortunas dos pobres endividados. O Brasil é um País injusto. Mas quando a Justiça vai fazer Justiça?
Nossa República mora só na nossa bandeira. Os cidadãos esperam que um dia ela desça dos mastros e dos pedestais e venha morar conosco.

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