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Pensamento filosófico e econômico de Karl Marx

Pensamento filosófico e econômico de Karl Marx

Por Walter Miranda

 

Pensamentos do saudoso Dom Hélder Câmara: “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto porque eles são pobres, chamam-me de comunistas”; “O verdadeiro cristianismo rejeita a ideia de que uns nascem pobres e outros ricos, e que os pobres devem atribuir a sua pobreza à vontade de Deus”; “…Olhei o mais que pude os rostos dos pobres, gastos pela fome, esmagados pelas humildades, e neles descobri teu rosto, Cristo ressuscitado!”.

Inicialmente gostaria que as(os) leitoras(es) se despissem dos preconceitos, fanatismo, dogmas e doutrinas religiosas para continuar lendo este meu artigo. Aprendi, lendo atentamente a Bíblia, que doutrinas religiosas não salvam, mas quem salva é Jesus Cristo.

Do ano de 2014 para cá, com o crescimento pífio do PIB, passei a me preocupar com o desemprego, a recessão econômica, a fome e a miséria dos brasileiros, principalmente dos pobres. Nos anos de 2015 e 2016 o PIB cresceu negativamente em 3,8% e 3,6%, contribuindo para agravar a crise.

Fico pensando como cercear o lucro do capital, em detrimento do trabalho, de modo que ele caminhe rumo à concentração de rendas e riquezas nas mãos de poucos. Penso que é com esse raciocínio que, se dizendo cristão, o presidente Bolsonaro deveria propor a Reforma Tributária voltada para resolver o problema, o que na minha opinião não vai acontecer.

É aí que entra o entendimento da filosofia marxista e dos ensinamentos cristãos. Boa parte das pessoas, sem ter lido uma linha sobre as críticas de Karl Marx ao capitalismo, e sem conhecer ou entender a sabedoria ensinada pelo cristianismo, confundem o que tem acontecido no mundo em termos de tentativa de implantação do socialismo enquanto transição para o comunismo e o reino de Deus neste mundo.

“O comunismo é uma ideologia política socioeconômica, que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes sociais, baseada na propriedade comum dos meios de produção”. O que tem de socialmente injusto nesta definição? O que mais pega para os capitalistas é não concordar com a propriedade comum dos meios de produção. Eles acumulam tesouros na Terra e a maioria coloca seus corações nesses tesouros, enquanto a maioria vive na pobreza e na miséria.

O livro O Capital não é um livro puramente de economia, tal como é ensinado pela maioria dos professores no ensino superior. O que ensinam é como aplicar os ensinamentos marxistas no mundo empresarial, na contramão do que nos ensinou Marx, que fez críticas à economia capitalista tal como ela funcionava politicamente na época, e como defendiam os filósofos/economistas David Ricardo e Adam Smith.

Enquanto Ricardo e Smith falavam só sobre o acúmulo do lucro e riquezas, Marx ensinou que não se deve ter a mercadoria comandando a vida das pessoas, mas as pessoas comandando as mercadorias. Para este o dinheiro não é o mais importante, a ponto de criticar o pouco valor da força de trabalho na formação do preço do produto, remunerando com dignidade os seres humanos.

Segundo alguns teólogos o jovem rico, que impactado pelos ensinamentos de Jesus Cristo quis segui-lo, era um judeu de classe alta e importante na sociedade da época. Ele procurava seguir os ensinamentos de Deus e queria saber como receber a salvação e a vida eterna. Jesus mostrou-lhe um grande problema na vida do jovem: seu amor à riqueza.

Penso que tudo isso é muito fácil de entender, razão pela qual destaquei dois dos pensamentos do saudoso nordestino Bispo Dom Hêlder Câmara, falecido no dia 27 de agosto de 1999. Ele era, a meu ver, o verdadeiro cristão. Com certeza entendeu os pensamentos do sociólogo Karl Marx, visto que era adepto da Teologia da Libertação.

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