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Os riscos de uma sociedade

Os riscos de uma sociedade

Genê Catanozi
Os tempos mudaram mesmo, tem gente que acha que as mudanças vieram para sacudir sabe-se lá o quê, e tem outros que lamentam que essa “nova” mudança trouxe mais dissabores. Mas de qualquer forma, o mundo não é definitivamente mais o mesmo, mas mesmo assim, alguns ainda não se tocaram que a ostentação pode lhes trazer grandes prejuízos neste momento atual.
Vejamos o seguinte: até bem pouco tempo atrás todos nós podíamos tranqüilamente andar pelas ruas sem medo da violência, o ir e vir era assegurado pelas fortes relações interpessoais de uma sociedade pouco doente. Os vizinhos eram considerados os nossos parentes mais próximos, pois havia uma relação de afetividade muito intensa, trocava-se uma xícara de açúcar, se alguém ficava doente era primeiro para o vizinho que pedíamos ajuda, enfim, as relações ainda tinham solidariedade e amizade mesmo.
Aí, vem essa corrida desenfreada pelo individualismo e pelo salve-se quem puder, e nós como guardiões do nosso bem estar individual, entramos de cabeça nessa loucura, sem ao menos pensarmos a respeito, mas como o egoísmo é uma fraqueza que ainda não se trabalha interiormente, deixamo-nos dominá-lo por inteiro. A partir daí, começamos a nos achar o “máximo”, mesmo sabendo que temos um curto período de tempo para viver.
Esse é um dos primeiros passos para nos sentirmos “dono do pedaço”. Começamos então, a escalada pela soberba, isso acaba nos transformando em “pseudomajestades”, onde todos deveriam ou teriam a obrigação de nos reverenciar quando passarmos. Toda essa arrogância tem um efeito devastador e fatal na vida hoje em dia.
O mundo atual e que “aceitamos passivamente”, exclui tanto ricos como pobres. Se pensarmos um pouco por aí, imaginemos uma pessoa que não tem a consciência da tamanha desigualdade que se alastra pelo mundo, onde poucos têm muito e muitos têm pouco, claro que, facilmente será presa fácil.
O cotidiano nas pequenas, médias e grandes cidades se tornou uma verdadeira guerra civil, muitas vezes até silenciosa demais, mas na maioria das vezes ela é escancarada e brutal. Mesmo, com todas essas informações tem gente que ainda se arrisca, e pouco se importa com sua segurança pessoal e a dos seus.
Quem não gostaria de andar com um belo carro importado, não importa a marca ou se ele foi fabricado aqui ou acolá, tem gente que ainda pensa em colocar no pescoço, na orelha ou no dedo jóias caras, que chame atenção e demonstre brilho e um poder pobre e fatal. Esses infelizmente estão sendo as maiores vitimas desses novos tempos.
A onda de violência não para, pelo contrário aumenta a cada dia, e mesmo com tudo isto a “vaidade” não cede espaço para o “pensar”. Quando o homem realmente tomar consciência de que não é dono de nada, de que não é eterno, que seus dias estão contados e que está aqui para outra coisa, a situação poderá se inverter, mas até lá… Jóias, carrões, roupas de marcas já não fazem parte mais deste mundo que nos rodeia.
Precisamos abrir os olhos e a mente para tentar entender que o negócio é outra coisa mesmo. As armadilhas estão aí, por todos os lados, cabe a nós tentar nos safar do que é pior.
Mas continuar insistir em demonstrar para os outros o que temos e até o que não temos é pura burrice, e estamos dando de bandeja para o “inimigo invisível” a nossa própria vida.
Refletir, não dói e não mata.

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