Selecione a página

Ortega y Gasset

(História da Filosofia)

José Ortega y Gasset nasceu em 1883 e faleceu em Madri em 1955, onde estudou filosofia na universidade (e que depois foi catedrático em Metafísica) e nas de Leipzig, Berlim e Marburgo. Escritor, tradutor, colaborou em jornais e revistas e fundou a “Revista do Occidente”. Ao seu pensamento vincularam-se vários filósofos espanhóis (a chamada Escola de Madri) e com Julián Marías fundou o Instituto de Humanidades.

Quase todos os temas foram tratados por ele, como literatura, arte, política, história, sociologia, seja através de ensaios ou artigos, mas todos vinculados a um propósito filosófico. Autor de várias obras, como “Obras Completas”, “O que é Filosofia?”, “A Rebelião das Massas”, Ortega nas aulas que ministrou tratou da crítica ao idealismo, da estrutura da vida histórica e social e da metafísica da razão vital.

Ele se opõe tanto ao realismo quanto ao idealismo e propõe a realidade radical, que é a do “eu com as coisas”. Por isso diz que “eu sou eu e a minha circunstância”. “Eu e as coisas não são inseparáveis, fazem parte da vida, e que é o que o homem faz com as coisas: viver. O fazer é uma realidade, é atividade. A realidade radical é nossa vida. E a vida é o que fazemos e o que nos acontece”. (Marías).

Viver é tratar com o mundo, dirigir-se a ele, agir nele, ocupar-se dele”. Não, há, portanto, prioridade entre realismo e idealismo. Essa é a nossa vida, no sentido biográfico e em tudo o que nos rodeia: o mediato e imediato, o físico, o histórico, o espiritual. O homem é o problema da vida, que é algo concreto, único: a vida é o individual. É troca de substâncias.

No “eu sou eu e a minha circunstância”, “a realidade circunstante forma a outra metade da minha pessoa e a reabsorção da circunstância é o destino concreto do homem”. (id.). A realidade é baseada na vida, uma doutrina que culmina numa teoria da verdade.

“O ser definitivo do mundo não é matéria nem é alma, não é coisa alguma determinada, mas uma perspectiva. A perspectiva é um dos componentes da realidade, pois cada vida é um ponto de vista sobre o universo. “O ponto de vista individual me parece ser o único ponto de vista desde o qual se possa olhar o mundo em sua verdade”. (ib.).

Ele cria a doutrina da “razão vital”. A razão não pode, nem tem de aspirar a substituir a vida. “A razão é tão somente uma forma e uma função da vida. A razão pura tem de ceder seu império à razão vital. O tema de nosso tempo é a conversão da razão pura em razão vital. A realidade radical é nossa vida, no sentido de que realidade em que se radicam ou arraigam todas as demais. A razão vital é a razão histórica. A razão é a vida humana”. (ib.).

Na insegurança da vida, o homem busca uma certeza, precisa saber a que se ater.

Bibliografia: Marías, Julián – “História da Filosofia”

Últimos Vídeos

Carregando...

Charge

Publicidade

Publicidade

Arquivos

Publicidade