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OAB SP realiza ato contra impunidade no massacre do Carandiru

Coautor do livro, João Benedicto de Azevedo Marques adianta que na atual edição foi incluída análise da decisão da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que anulou os julgamentos do júri que condenaram 74 policiais militares. Para o advogado, que juntamente com Ricardo Carrara Neto esteve na Casa de Detenção […]

Passados 25 anos da tragédia na antiga Casa de Detenção do Carandiru, que deixou 111 mortos e 110 feridos, nenhum dos responsáveis pela ação da Polícia Militar, realizada sob pretexto de conter a rebelião no Pavilhão Nove do presídio, foi condenado. Para marcar a data e conclamar as autoridades judiciárias a darem prioridade aos processos relacionados ao caso, a Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil realiza, em sua sede institucional, na segunda-feira (02/10), às 11h00, o ato “25 anos do Massacre do Carandiru sem Justiça”.

Durante a solenidade será lançada a reedição do livro “História de um Massacre – Casa de Detenção de São Paulo”, elaborado por Marcello Lavenère Machado e João Benedicto de Azevedo Marques, a partir do relatório da visita feita dois dias depois do acontecido, a pedido da OAB, que foi a primeira entidade da sociedade civil a entrar no recinto. O forte cheiro de sangue, as centenas de projéteis disparados em todas direções e os corpos inertes ainda não removidos pela perícia se encontravam no ambiente descrito como dantesco pelos advogados.

O presidente da OAB SP, Marcos da Costa, recorda que a maioria dos detentos assassinada na ocasião não tinha qualquer sentença proferida por um juiz em 02 de outubro de 1992. “A Secional paulista, por meio da sua Comissão de Direitos Humanos, denunciou a chacina ocorrida no sistema penitenciário, sendo que 84 dos presos mortos sequer tinham sido condenados pela Justiça, sendo que alguns eram réus primários”, pondera o dirigente, para acrescentar que, a publicação que será lançada durante o ato, apresenta laudos, depoimentos e documentos, além de fazer reconstituição dos fatos.

História de um Massacre

Coautor do livro, João Benedicto de Azevedo Marques adianta que na atual edição foi incluída análise da decisão da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que anulou os julgamentos do júri que condenaram 74 policiais militares. Para o advogado, que juntamente com Ricardo Carrara Neto esteve na Casa de Detenção no dia 4 de outubro de 1992 representando a OAB SP. A demora para o julgamento – desse que, como avalia, o maior incidente prisional da história do Brasil e o maior massacre penitenciário das Américas – não tem qualquer justificativa: “Houve um grave erro judiciário da 4ª Câmara Criminal do TJSP”.

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