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O perfil do delator



  Delatar significa denunciar a responsabilidade de alguém por crime. Entre os delatores encontram-se os verdadeiramente arrependidos e os que não se arrependem nunca. O delator é um colaborador da justiça que pode estar totalmente arrependido ou não se arrepender jamais. Quanto ao arrependido, ao delatar não suporta conviver com algo que moralmente o incomoda. […]

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Genê Catanozi

 

Delatar significa denunciar a responsabilidade de alguém por crime.
Entre os delatores encontram-se os verdadeiramente arrependidos e os que
não se arrependem nunca.
O delator é um colaborador da justiça que pode estar totalmente
arrependido ou não se arrepender jamais. Quanto ao arrependido, ao delatar
não suporta conviver com algo que moralmente o incomoda. Nesse caso, a
delação pressupõe um dilema e a revelação funciona como uma espécie de
válvula de escape para aliviar a culpa.
Entre esses delatores podem encontrar-se até mesmo inocentes.
Aquele outro tipo de delator que não se arrepende nunca é o mais
comum de todos. Recordemos que a legislação brasileira conta com a
delação premiada, benefício legal concedido a um réu, em ação penal, que
aceita colaborar na investigação criminal e entregar os seus comparsas.
No Brasil essa prática tem sido muito procurada ultimamente nos
ditos crimes de colarinho branco, isto é, crimes de corrupção. Há um
denominador comum entre esses delatores, por serem criminosos
pressupõe-se que lhes faltem valores éticos, do contrário não seriam
infratores compulsivos.
Para se saber o quanto há de comprometimento moral desses
delatores basta atentar ao “modus operandi” do delito, considerando que a
morfologia do crime revela, tal qual uma fotografia em cores, o
comportamento do transgressor, e como quem manda na conduta humana é
o psiquismo, vendo-se a forma do crime teremos alguns dados mentais de
que o praticou.
No crimes de corrupção, observa-se indivíduos que desviaram
verdadeiras fortunas, dotados de uma ganância incomensurável, pois, já
milionários, com bens que dariam para viver e sustentar sua descendência
por infindáveis gerações, continuaram a desviar dinheiro que seria aplicado
em tantas áreas sociais.
Quando esses criminosos entram no programa de delação premiada,
somente o fazem em benefício próprio, sem qualquer pudor pelos atos que
fizeram, e não trepidam em delatar até aqueles que eram seus “amiguinhos
inseparáveis”. Tem aquele delator que se arrepende normalmente por ter
cometido crimes menores, cuja delação ocorre em face de dor moral por ter
praticado ato errado.
Do outro lado, aquele que não se arrepende e somente delata se vir
que há vantagem nisso, vislumbrando-a, entrega a tudo e a todos. Neste
caso, este delator não age por dor moral ou arrependimento, mas para obter
vantagem. Esse delator é incorrigível. Como sua índole é ruim e o seu

arcabouço de sentimentos superiores é raquítico, se tiver oportunidade,
reincide. É um criminoso habitual.
A maioria dos crimes de corrupção é praticada por esse tipo de
elemento quando a ambição, vaidade e o desejo descontrolado pela riqueza
a qualquer custo são a marca de sua personalidade deformada. (trechos do
artigo do Dr. Guido Arturo Palomba, psiquiatra, revista psique nr. 147)
E já que ninguém nasceu de chocadeira o negócio é tentar sair da
zona de conforto e botar a mão na massa.
Genê Catanozi

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