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O novo PSDB e o Brasil

Por João Doria

O novo PSDB e o Brasil

Na véspera de completar seus 31 anos de vida, o PSDB vai eleger uma nova direção nacional. A maior missão é promover a identidade de um partido comprometido com a democracia e o desenvolvimento. O novo PSDB defenderá a economia de mercado, o combate às desigualdades, a criação de oportunidades, a ética pública, com gestão inovadora e desburocratizante.

Uma nova legenda tucana, renovada por jovens, negros e mulheres, que promova o respeito, o diálogo e a tolerância entre os brasileiros. Um partido em que cidadãs e cidadãos, de todas as idades, gêneros, etnias, origens, credos e orientações sexuais, sejam motivo do nosso trabalho e o centro de nossas atenções. Mas também um partido que tem projeto econômico democrático, capaz de abrir um novo ciclo de desenvolvimento, gerando empregos e integrando o Brasil ao mundo.

A eleição da nova direção nacional do PSDB é o símbolo mais visível de um processo de restruturação que se iniciou nas duas últimas eleições, que promoveu renovações nos comandos municipais e estaduais do partido. Em 2018, o PSDB teve um acréscimo de 60% da representação feminina nas Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional. Desde as manifestações de rua de junho de 2013, a sociedade brasileira ambiciona essa renovação partidária. O povo quer mais participação e o PSDB está aberto a todos. O recado das ruas é claro. Ou os políticos renovam os partidos, ou o eleitor muda os políticos. É por isso que, a partir de agora, nossos compromissos maiores estarão em linha com essa vontade nacional.

Diante do fracasso moral e econômico dos governos do PT, o PSDB se propõe a ser um partido de centro, com propostas de economia liberal, defendendo o estado menor, mais eficiente, transparente e desestatizante.

O PSDB enfrentou e venceu muitos desafios. Com Fernando Henrique Cardoso liquidou a hiperinflação no Plano Real. Criou e implantou a Lei de Responsabilidade Fiscal, para que a sociedade não pague pelos erros e excessos dos governantes. Consolidou a estabilidade econômica com o câmbio flutuante e a política de metas para a inflação. Universalizou o ensino fundamental e ampliou o ensino médio, além de combater o trabalho infantil, para que cada criança tivesse a oportunidade de crescer na vida, com respeito e autonomia. Implantou o Bolsa Escola, o primeiro programa social verdadeiramente transformador no Brasil.

Faz parte do nosso DNA desenvolver soluções duradouras para problemas que pareciam perpétuos. Foi assim com o primeiro programa de privatizações da história recente, o fim do monopólio estatal das telecomunicações. Graças à privatização, todos os brasileiros têm acesso a melhores serviços de telecomunicações e milhares de novos empregos. Há 21 anos, quando tudo era estatal, o Brasil tinha apenas 4,6 milhões de celulares e 17 milhões de linhas fixas (havia filas de até dois anos por uma linha móvel e um telefone fixo custava pelo menos R$ 12 mil reais no mercado paralelo). Hoje são mais de 230 milhões de celulares ativos e cada brasileiro pode ter o seu, para desenvolver seu próprio negócio e estar em permanente sintonia com o mundo. E são mais de 40 milhões de linhas fixas.

O PSDB foi pioneiro na implantação de programas sociais e também na reforma do Estado, que hoje se faz imprescindível. Como já previa o presidente Fernando Henrique, responsável por esse pioneirismo, o Brasil precisa “radicalizar a democracia, democratizar o mercado, aumentar a competição e promover a mais ampla oportunidade para todos os brasileiros”.

Lamentavelmente, novos problemas foram criados pelos erros do PT, pela inépcia gerencial e incapacidade de ter feito o que era certo para o Brasil. Os governos do PT foram um desastre. No governo Lula, nunca se roubou tanto os cofres públicos. No período Dilma, o Brasil afundou de vez. E ainda colocou 14 milhões de brasileiros no desemprego.

Nessa nova fase, o PSDB será um intransigente defensor da democracia, do diálogo com a sociedade, do respeito aos poderes da República. Seremos enfáticos na defesa de um Estado que ceda espaço e incentive milhões de empreendedores do Brasil. Queremos políticas de desestatização, que ajudem a criar oportunidades de emprego e renda, reduzindo o volume de impostos cobrados da sociedade. Trabalhamos pela eficiência dos governos, para que cuidem do que é essencial para as pessoas: segurança pública, saúde, educação e habitação popular.

O novo PSDB que começa a trabalhar a partir de agora fará a democracia andar em parceria com a economia de mercado e com a redução das desigualdades sociais. Um partido que acredita, como sempre pregava Mário Covas, ser “possível conciliar política e ética, política e honra, política e mudança”.

Vamos ajudar a mudar o Brasil e diminuir as diferenças entre os mais ricos e os mais pobres, com geração de riqueza e prosperidade aos mais humildes e desfavorecidos. E não vamos colocar o interesse político à frente do interesse dos brasileiros. Apoiaremos a reforma da previdência, assim como as reformas tributária e política. E estaremos ao lado de todas as iniciativas que contribuam para o crescimento do Brasil.

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