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O chato

O chato

Não confundir este Chato com o personagem “Chato” (pronuncia-se txato) interpretado por Charles Bronson no excelente western “Renegado Impiedoso”, dirigido por Michael Winner em 1971. O meu chato, ou melhor, o chato da crônica, também não é aquele assim chamado pejorativamente, embora tenha um nome mais nobre: Pthirus pubis. É um inseto anopluro, ectoparasita, cosmopolita, que mede cerca de 1 mm de comprimento e que vive na região pubiana do ser humano. Conhecido pelas suas vítimas de “piolho do púbis”. Em tempo: anopluro ou áptero significa desprovido de asas; ectoparasita é aquele que habita a superfície externa do hospedeiro, e cosmopolita porque vive muito bem em núcleos urbanos, o que facilita sua propagação. Este parasita além de chato pela origem é chato pelo prurido que acarreta. Embora chato, temos de reconhecer que o danado tem família: fterídea! Mas que é chato é chato! Tão chato que deu seu nome para qualificar certos tipos humanos que, geralmente, são mais chatos que os próprios chatos!
Então qual é o chato a que me refiro? Justamente este último.
E como pode ser definido?
Assim: chato é aquele indivíduo que extrapola seus limites de mediocridade. Não possui desconfiômetro, e por isso consegue encher o saco ( sem trocadilho ) de todos ao seu redor. É o famoso “espalha rodas”. Todo mundo sabe que ele é chato, menos ele. Vou dar alguns exemplos.
Chato é aquele que solta bombas quando seu time de futebol faz gol. Solta bomba até em gol feito em treino de seu time.
Chato é aquele que, sem ser solicitado, se propõe a explicar como endireitar o país.
Chato é aquele que pede a palavra, usa-a indevidamente e não a devolve mais.
Chato é aquele que tem explicações para tudo.
Chato é aquele que toma emprestado e não devolve.
Chato é aquele que sabe todas as ciências, começando pelo A até o Z. Vai da Astronomia à Zoologia, passando por todo o abecedário científico. Sabe tudo e não admite contestações. Enfim, é um sábio à procura de um mecenas.
Chato é aquele que num restaurante segura um violão, aumenta o som acima de 90 decibéis – o limite saudável aos nossos ouvidos – se põe a cantar e não desconfia que está enchendo a paciência dos presentes, impedindo que as pessoas possam conversar em suas mesas. E se pedirem para abaixar o tom se irrita, e aumenta o mesmo em mais uns 50 decibéis.
Chato é aquele que no ônibus não dá o lugar para os mais velhos e mulheres grávidas. E se você reclamar quer brigar.
Chato é aquele que no cinema, atrás de você, fica discutindo problemas pessoais com a namorada.
Chato é aquele torcedor que na arquibancada de um jogo de futebol se levanta toda vez que se emociona.
Chato é aquele que enche o porta mala de seu carro com alto-falantes com 500 watts de saída, bota uma música tipo bate-estaca e faz questão de mostrar a sua estupidez para a cidade toda.
Chato é o motoqueiro que passa pelas nossas ruas com o escape da moto aberta para chamar a atenção dos outros para sua insignificante pessoa.
Agora, mais chato que tudo isso é o discurso do Lula tentando explicar que não teve “curpa” pela má situação econômica que vive o país. Quanto aos pronunciamentos da Dilma, podem ser chatos, mas são divertidos e fazem a festa dos humoristas de plantão.
Agora tornou-se merecida do prêmio “Oscar da Academia de Tautologia escatológica”” ao justificar porque a Petrobrás foi premiada em recente evento internacional nos Estados Unidos, onde a nossa distinta presidenta foi mais fundo que as sondas da nossa empresa petrolífera. Atentem para suas palavras: “A PETROBRÁS FOI CAPAZ DE EXTRAIR PETRÓLEO DE UMA PROFUNDIDADE EXTREMAMENTE ELEVADA.” O articulista do Estadão aproveitou a deixa e ironizou: “Profundidade elevada? Talvez no lago Titicaca.”

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