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O ano que se vai

Luís Carlos Bedran*

Chegou ao fim o 2014: falta um mês e algumas semanas apenas. Mas que ano, hein gente! Torcemos para que, em seu estertor, nada mais possa acontecer de muito trágico, nem de ocorrer algo que nos surpreenda negativamente, mesmo porque os problemas rotineiros já são suficientes, estão de bom tamanho. Dão para o gasto.

Assim então, vamos aguardar com paciência e tranquilidade o tão esperado 2015: um novo ano e, como todo futuro que se preze, que seja promissor e tentar esquecer este que foi completamente atípico.

Nem parece que existiu, nem parece que passou (embora ainda esteja passando). Parou o tempo, como se fosse um conto de “science fiction”. Desde o seu começo, em nosso país, já se previa que ele seria problemático, não apenas devido à realização da Copa do Mundo, mas também, sobretudo, pela eleição presidencial completamente “sui generis” tanto as surpresas que se verificaram na disputa entre os candidatos.

Fossem apenas esses dois acontecimentos, tudo bem, com o tempo serão superados: uma vergonhosa derrota futebolística e uma medíocre eleição presidencial. Vamos tentar esquecê-los rapidamente, muito embora não deixarão de servir como lição para o País procurar melhorar nossas instituições, não apenas no futebol, mas, principalmente, pela exigência urgente de uma reforma eleitoral.

No entanto, tem mais: uma corrupção nas instituições jamais vista anteriormente em todos os tempos, que culminou neste ano, com o retorno da inflação que o governo não conseguiu debelar e ainda um fato natural que foge completamente à ação do ser humano: a seca. E nem adianta recordar aqueles eventos, pois são públicos e notórios e o povo está cansado de saber disso tudo, abundantemente informado pelos meios de comunicação e apenado pelo bolso quando vai às compras no supermercado.

E a seca então? Pelo menos em nosso Estado foi e está sendo, como se diz, de “lascar”. A saúde é prejudicada, as plantações não vingam, os rios não enchem, todo mundo sofre.

E no mundo o recrudescimento do fanatismo islâmico na Síria e no Iraque e o surto de Ebola extremamente preocupante, ainda longe de ser debelado e contido pelos cientistas.

É por isso que, pelo menos, nesses dois últimos meses, novembro e dezembro, eles sejam esperados com otimismo, apesar de tudo o que se viu nos anteriores.

E que 2015 possamos resgatar este ano, quase que perdido, com muita esperança de paz e de transformação de nossa política para o bem do País.

* Sociólogo

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