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O aniversário de O Imparcial

Por Luís Carlos Bedran

O ano que passou foi triste para “O Imparcial”. Há alguns meses faleceu o jornalista Tadeu, que tocava um diário em São Carlos, filho da D. Cecília e, coincidentemente, no mesmo dia, foi sepultado o Professor Rufino, que durante muitos anos colaborou com o jornal escrevendo crônicas e artigos.

Perdas muito sentidas pelos seus leitores e pelos amigos do Tadeu, sempre transbordando de alegria, sua característica mais relevante. Rufino então possuía uma memória admirável, pois conseguia não apenas relembrar os nomes das pessoas e de fatos ocorridos há muito tempo, como também foi um defensor incansável da categoria do professorado.

Ambos fazem parte da história de Araraquara, assim como “O Imparcial” que neste mês, dia 25, completou mais um aniversário, 89 anos, esperando chegar ao seu centenário. Já está na quarta geração.

Começou com o seu fundador, Antonio Correa da Silva em 1931; passou para seu filho, Paulo e depois para sua esposa, D. Cecília. Atualmente é editado pelo José, juntamente com sua filha Daniela.

Se no passado o conhecimento dos fatos e das notícias pelos leitores era exclusivo, porque somente visto nas páginas impressas em papel, hoje, depois do advento da internet, ele também é visto na web, acompanhando a modernidade. Resiste bravamente à extinção dos jornais que não se adaptaram à extraordinária evolução da tecnologia das informações.

Pode-se afirmar que é preciso muita coragem para tocar um jornal, principalmente no interior. Ele é lido por vários motivos. Os maiores da capital diminuíram drasticamente suas páginas. Poucos sobreviverão. E isso é observado não apenas em nosso país, mas no mundo inteiro. Jornais centenários fecham suas portas, porque os leitores têm preferido ser informados das notícias em tempo real, pelo computador e celular.

No entanto, ainda a maior credibilidade é a que se percebe nos jornais impressos, pois os jornalistas conseguem expor suas ideias em seus artigos e editoriais com precisão e, mais do que isso, com muita responsabilidade, além do que as notícias são checadas para evitar o que acontece comumente na internet com a publicação das chamadas “fake news”.

Porém, para nós moradores da cidade e região, mais importante de tudo é ver no jornal aquilo que mais nos interessa e é o que acontece por aqui. Fatos que nos envolvem, direta ou indiretamente, nossas reivindicações junto à Prefeitura e vereadores, as notícias policiais, as institucionais, competições esportivas, lazer e entretenimento.

Até mesmo as opiniões de seus colaboradores eventuais e tradicionais. E os anúncios são vistos com muito interesse pelo leitorado, pois refletem o desenvolvimento da cidade e é uma via de mão dupla: também muito vantajoso para seus anunciantes.

Não poderia deixar de registrar essa efeméride, pois “O Imparcial” não é apenas um jornal: já se tornou uma instituição araraquarense. Por tudo isso, como seu colaborador há muitos anos, quero cumprimentar seus editores e proprietários, D. Cecília, José e Daniela e todos seus funcionários, augurando-lhes que assim continuem, com garra e determinação, para gáudio de todos nós, leitores e leitoras araraquarenses.

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