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Novos rumos



Luís Carlos Bedran*   Apesar do fim das eleições, talvez as mais estranhas já vistas nos últimos tempos pela extrema radicalização, em política não há como “dar um tempinho” para esperar o que vai acontecer nos próximos anos. É que nela não existe o espaço vazio, tudo é muito dinâmico, é a vida em curso […]

Luís Carlos Bedran*

 

Apesar do fim das eleições, talvez as mais estranhas já vistas nos últimos tempos
pela extrema radicalização, em política não há como “dar um tempinho” para esperar o
que vai acontecer nos próximos anos. É que nela não existe o espaço vazio, tudo é
muito dinâmico, é a vida em curso que não pode parar.
Assim é que as especulações que antes delas eram tantas, entre todos os que
delas participaram, não somente os políticos, mas também entre os eleitores, economistas, empresários, jornalistas, continuam em ritmo acelerado, no aguardo de uma certa estabilidade para nos deixar mais tranquilos sobre o que vem por aí. Mas está
difícil tal acontecer porque nas redes sociais parece que as eleições ainda não terminaram.
É preciso reconhecer que a disputa acabou e esperar que o vencedor da Presidência da República, assim que tomar posse em janeiro de 2019, cumpra, não somente o que prometeu na sua campanha, mas, sobretudo, obviamente, governar para todos. Para tanto é preciso dar-lhe um crédito de confiança, indispensável para a
estabilidade política do País.
Porém, nada impede que o espírito crítico das pessoas continue a acompanhar os
desdobramentos da política, pois nunca se viu em nosso país uma politização tão grande
assim.
Podemos dizer que, ainda que não estejamos num estágio maior, tal como nos
países mais evoluídos, onde a participação popular é intensa, temos de constatar que
estamos no caminho certo.
E isso graças, principalmente à internet livre que propiciou a todas as pessoas
condições dar as mais diversas opiniões sobre tudo o que se sucede em nossa sociedade.
Isso é democracia, sem censura.
No entanto, o brinquedinho do celular, como todo brinquedo novo, ligado no
mundo, ainda não está sendo usado racionalmente, o que deveria. WhatsApp, Facebook
e tantos outros meios de comunicação, a par de suas infinitas e múltiplas utilidades, têm
servido para disseminar as paixões, os ódios, os preconceitos entre os internautas, coisa
inédita, jamais vista antes.
Mais do que tudo, para reinar a paz, excluir os rancores recalcados, deveria ser
necessária uma autocrítica rigorosa por parte daquele que usa desses populares meios de
comunicação.
Por isso temos de aguardar, pacientemente, os novos rumos da política. Esperar
que o próximo governo, com sua equipe, possa bem administrar o País (o que não será
fácil pelo passado recente que nos levou ao caos).
Que o presidente consiga fazer as fundamentais reformas necessárias,
juntamente com o apoio do Congresso, e deixar de lado, pelo menos por enquanto,
aquelas nem tão importantes que ele alardeou em sua campanha e que o levou à vitória.

*Sociólogo

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