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Manifestações e democracia

Manifestações e democracia

J. Rufino
Democraticamente, milhares de pessoas saíram às ruas, protestando, principalmente, contra o governo federal. É preciso que se ressalte que se trata de um governo legitimamente escolhido pelo povo.
De início, percebe-se um inconformismo com a reeleição de Dilma Rousseff, que provocou a ira notadamente do PSDB, que, em termos de presidência da República, perdeu a quarta eleição consecutiva. E isso, naturalmente, deixou, mais uma vez, os políticos dessa sigla com os cotovelos à flor da pele. Não é difícil a ninguém observar que imperam o ódio, o despeito e a flagrante ideia de vingança.
O objetivo dessa manobra toda é desgastar ao máximo a figura da suprema mandatária do país, objetivando a próxima eleição a ocorrer em 1918. Fica clara demais a nefasta intenção daqueles que almejam o poder, pretendendo chegar a ele de qualquer forma. O importante, para eles, é a satisfação de seus interesses políticos.
Não se pode conceber, em sã consciência, que um governo legitimamente constituído pelo povo, seja destruído pela vaidade, pelo capricho e pela ambição de alguns, que pensam menos no país e mais na satisfação de suas ambições.
Está bem claro um trabalho de manipulação que visa a mudança radical no comando da pátria, que é um patrimônio sagrado de cada um de nós.
Uma reviravolta na administração do país satisfaria o capricho de Álvaro Dias, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Aloysio Nunes, Aécio Neves e tantos e tantos outros simpatizantes do quanto pior melhor.
Lembro-me de que, na campanha eleitoral, a obsessão de Aécio Neves era tirar o PT do poder. Isso, por si só, revelava o ódio que imperava no homem que foi derrotado em seu próprio Estado, Minas Gerais.
A História conta-nos que a deposição de João Goulart, ocorrida em mil novecentos e sessenta e quatro, gerou o advento da ditadura militar que imperou no Brasil por mais de vinte anos. E não é preciso falar das consequências desse regime para o país. Dessa forma, não é possível admitir que muitos cidadãos, até vítimas de manipulação, ostentem, em passeatas democráticas, cartazes reivindicando a volta da ditadura. Portanto, abaixo o golpismo.
As manifestações populares lembraram o clima da Copa do Mundo, incluindo-se os sete a um. Elas são próprias do regime democrático, o que não é permitido numa ditadura. A presidente Dilma Rousseff foi uma das vítimas do golpe militar, sendo presa e torturada, justamente por batalhar pela liberdade e pela democracia.
O escândalo da Petrobrás vem de longe, mas explodiu no atual governo, quando o problema passou a ser investigado. Mas a oposição quer porque quer que a responsabilidade toda seja depositada nos ombros de Dilma Rousseff, que afirmou que a corrupção é uma velha senhora.
Manobras de toda ordem são levadas a efeito em todos os quadrantes do país, tendo por meta a sua desestabilização. A revista Carta Capital, datada de 25 de março de 2015, revela dentre outras coisas, que Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves estimulam o caos.
No regime militar, qualquer manifestação era reprimida com cavalos, baionetas, cães, bombas, prisões, torturas, cassetetes, jatos d´água e outros instrumentos. A democracia funciona exatamente ao contrário, garantindo a liberdade de cidadãos e cidadãs.
A corrupção, em termos de Brasil, é crônica, não sendo “privilégio” do atual governo. Que os corruptos e corruptores sejam identificados e punidos na forma da lei, custe o que custar, doa a quem doer. Trata-se de uma doença malígna, que clama por um tratamento de choque e extirpação.
Concluindo, entendo por validas as manifestações, não aceitando badernas, manipulações, agitações e desrespeito total ao governo legitimamente constituído. A democracia, por mais imperfeita que seja, é sempre melhor que a mais perfeita das ditaduras.

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