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Johnny Walker Black Label; vinho Marquês de Riscal e água San Pellegrino

Johnny Walker Black Label; vinho Marquês de Riscal e água San Pellegrino

O talento se aprimora na solidão, o caráter na agitação do mundo.
Erguem-se velhos anseios nômades, contra a corrente do hábito;
De novo, do seu sono brumoso, desperta a estirpe ferina.
GOETHE
Como todo novo ano, as esperanças em projetos; em escolhas, se renovam… E é emocionante ver que, o ser humano continua a ter esse poder de acreditar; de sonhar… Apesar de tudo… Mas, para nada se perder, ou ser deixado de lado por um motivo qualquer devemos nos colocar em pé e com firmeza fazer o possível, não apenas por nós, mas por todo o País que está triste; coagido, desacreditado… Resolvi como sempre, para me motivar, procurar fatos emocionantes do cotidiano… Situações gratificantes para colocar neste artigo; o meu primeiro de 2016. Nas revistas, jornais e na mídia em geral; nada encontrei e foi bem decepcionante… Fui para o Google e a situação piorou. Ao colocar a frase: “fatos que deixam o País feliz” só encontrei problemas, de todos os tipos e em todos os setores que correspondem a um bom andamento, das Instituições Políticas e Públicas. Encontrei também, acontecimentos muito bizarros, que devido às situações caricatas, ocorridas durante o ano passado, em setores intocáveis, pelo povo são de certa forma tão ridículas e irreais que com certa indulgência pensei: que estar feliz é uma opção variável; que cada um é feliz como quer e depende do imaginário e das possibilidades de cada um.
Apesar de todas as instituições serem frágeis e a corrupção profunda considera-se que exista ainda uma esperança morosa, nunca desassociada de uma imagem do Brasil construída há séculos, de que tudo vai bem e que o País se dirige perseverante, em direção ao crescimento e ao bem-estar… “É ridículo ter essa imagem de que há sucesso em todas as áreas, sobretudo em um país como o Brasil” (sociólogo francês Alain Touraine, especialista em América Latina)
Por incrível que pareça, novamente fiquei a frente de uma realidade duvidosa: descobri que o brasileiro é um POVO feliz pela sua natureza genética, muito antiga, desde quando, ao invés de ficarem encantados pelo país paradisíaco, aonde julgavam ter chegado, “a Índia” ficaram encantados com as índias nuas e nem tanto ingênuas, como a história nos conta, acentuando a libido, contida nos longos dias de travessia pelo mar.
A sensação de ser feliz mistura a curiosidade e se banaliza no prazer de uma boa fofoca, mesmo quando o País desaba, nas matérias sem conteúdo como: “Caetano é visto estacionando o carro, no Leblon”. “Letícia Spiller mostra corpo sarado na praia de Ipanema”. E?… Os portais de notícias se alteram, mas você continua a encontrar fulaninho preocupado com a escalação do time de futebol, que se torna o “momento”, em que muitos brasileiros adormecidos; se levantam das camas, das redes, ou seja, lá de onde for, para se tornarem sábios e agressivos técnicos de times importantes, onde o dinheiro flui em milhões fazendo a alegria de alguns e as ilusões de muitos…
Na realidade, eu queria falar sobre assuntos que atingissem sentimentos mais nobres e mais amenos, para sair deste momento de mal estar, onde os atuais dirigentes do Executivo Federal e Estadual que, embora eleitos pelo povo agem como se fossem ditadores elitizados, sem distinção de Partidos Políticos: todos juntos em um Iate de luxo tomando Johnny Walker Black Label; o vinho Marquês de Riscal e a água San Pellegrino. Tudo caríssimo, mas exigido pelas elites socialistas, que se preocupam, “a perder o sono”, com os já quase miseráveis deste nosso Brasil.
Queria de verdade, coração aberto sentir que este povo, meio desorientado; meio desanimado fosse atingido por um raio de Poder democrático, uma “katarse”, que liberasse toda a tensão emocional, que provoca vergonha de ser brasileiro e proporciona fortes anseios de mudar, o que parece ter se enraizado; para sentir o grande alívio, que vivenciamos ao superar as menores expectativas, podendo pagar nossas contas, ver seus filhos nas escolas, sem nenhum trauma, como o medo, em relação à saúde e a opressão diária de ser, simplesmente pobre. Queria mesmo era falar do sol de verão, que graças a Deus nasceu para todos e leva o povo para as praias, para os rios, para as lajes. Mas chove… Chove… Bendita e sábia, natureza esta, que nos provém, do que nos falta, pois se não chover, o que será de nós? Os reservatórios novamente secos, por falta de obras que jamais foram realizadas preventivamente. Alguém do alto escalão se importou com isto? Se a crise econômica bater a sua porta, em uma inflação que aumenta… Aumenta… Fazer o quê? “O tomate vale mais que dinheiro”! Ora, procure alternativas e pare de comer tomates… A riqueza, embora secularmente concentrada nas mãos de elites deixa uma parte da população cada vez mais pobre, porém feliz, já se preparando para o Carnaval, a espera das verbas milionárias, para as “Escolas de Samba”. Eu disse: de samba, não de Educação, perceberam? Sonho dos miseráveis – dinheiro para os cartolas.
Como seria incrível mudar as regras deste jogo, para ingênuos! Fazer notícias sobre um povo que acredita na ideia de que, com o aperfeiçoamento de sua democracia, com Educação, poderá descobrir por si mesmo, do que precisa. E ver com orgulho, nas mídias, jornais e revistas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, notícias que tragam de volta, o orgulho patriota deixado para trás, há tanto tempo.
Não importa quantos descerão do muro… E se empenharão… Se alguns se motivarem, nessa nossa jovem sociedade tão multifacetada, que os ideólogos de plantão tentam a todo custo rotular, com um conjunto de chavões tipo: “a elite corrupta, a burguesia, os trabalhadores, a elite branca, a voz das ruas, o povo”; logo surgirão por todos os cantos do País, grupos quase invisíveis, mas que estarão presentes em todas as classes sociais, de uma maneira geral, comprando riscos e assumindo modos de vida. Serão eles, os próprios geradores dos meios que resultaram no sustento de milhares de vidas… Enfrentando o holocausto burocrático e corrupto, no qual o nosso ambiente social se transformou e convivendo bem-humorados, com os estigmas ideológicos, nestas iniciativas socioambientais voluntárias, mesmo que, o “investimento-sonho” ocupe uma sala minúscula, de apenas poucos metros quadrados… Eles lá estarão… Isto acontecerá no dia, em que o professor se tornar mais importante, que um jogador de futebol, em um alinhamento real, a interesses comuns, de um povo que pensa… E tenha um raciocínio comportamental mais ético, em prol de uma sociedade confusa e perdida, na falta cultural de qualidades necessárias, destinadas a prover vários setores de necessidade urgentíssima.
Se eu sonho, com um País de águas limpas e natureza preservada; um País ético a começar por seus governantes se preocupando com o Paíse o bem do seu povo, e que a alegria venha da segurança e do conhecimento de seus direitos, tudo pleno de harmonia e igualdade, meu Sonho pessoal será inútil se, não houver muitos que sonhem esse mesmo e possível Sonho. Vamos lá, todos juntos… O ano novo já começou!
Maria Aurélia Minervino

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