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Humilhação

“A vinda do Maestro e Pianista, João Carlos Martins à cidade por seu aniversário foi realmente o melhor presente, se não fosse a humilhação sofrida por seu povo, ansioso por eventos culturais de nível mais elevado. Informações erradas e desencontradas feitas pela Secretaria de Cultura levaram mais de 600 pessoas a frente do Palacete das […]

Maria Aurelia Minervino

“A vinda do Maestro e Pianista, João Carlos Martins à cidade por seu aniversário foi realmente o melhor presente, se não fosse a humilhação sofrida por seu povo, ansioso por eventos culturais de nível mais elevado. Informações erradas e desencontradas feitas pela Secretaria de Cultura levaram mais de 600 pessoas a frente do Palacete das Rosas, no sábado, dia 19, após o almoço. Foi por volta de 12H45min que uma fila enorme se formou para pegar os convites; estes seriam distribuídos as 14 horas (dois convites por pessoa). Sob uma temperatura instável, com previsão de chuva, a espera foi longa e, quando a fila começou a andar, menos de 250 pessoas receberam os convites provocando mal estar, ao saber que eles haviam se esgotado para o salão. Somente havia lugar no saguão de entrada onde foi montado um telão”.

Encantada pelo trabalho de João Carlos Martins, e acompanhando seus momentos difíceis e dolorosos – ressaltando sua força e coragem, ao saber que ele viria à Araraquara fiquei ansiosa e determinada, a ir vê-lo, talvez como minha única oportunidade. Ao ligar para a SECRETARIA DE CULTURA fui avisada por um senhor que, os convites seriam distribuídos somente e diretamente, no CENTRO DE CONVENÇÕES, no dia do evento, ou seja, dia 19, às 14 horas. Infelizmente, não perguntei o nome da pessoa, talvez pela “educação” da própria, ao atender ao telefone.

Atenta a isso liguei para o CENTRO DE CONVENÇÕES (muito difícil de atender), e fui novamente informada que seria lá mesmo, a entrega dos convites. Para não haver dúvidas esperei o dia 16, para confirmar, e o tal telefone não atendeu as diversas ligações que fiz, em horários diferentes; também no dia 17 não consegui falar. Já em dúvida resolvi ligar então, novamente para a SECRETARIA DA CULTURA, na qual o mesmo senhor me informou que os convites seriam entregues somente no dia do recital, às 14 horas, em frente ao Palacete das Rosas. Ao afirmar que alguém do CENTRO DE CONVENÇÔES havia me passado a informação ERRADA, que seria lá a entrega de convites, a pessoa já mal humorada, disse que nunca foi dito isto. Então eu estaria mentindo? Ou delirando?

Pontualmente, às 12h30min, me dirigi à Prefeitura, ou melhor, ao “PALACETE DAS ROSAS”, onde segundo as informações absolutamente contraditórias ocorreria à entrega dos convites, local no qual constatei que já havia uma grande fila. Decidi esperar… Entretanto, menos de 250 pessoas conseguiram pegar no local. Achei estranho!

A noite, desconfiada cheguei ao local por volta de 18h45min e já havia uma fila gigante de pessoas, com seus convites para o salão e outra bem menor para o saguão. Fiquei realmente muito chateada e perguntei a algumas das pessoas da SECRETARIA DA CULTURA, com seus crachás, que por ali estavam o que havia acontecido. Sinto dizer, que tal SECRETARIA está mal representada, pois “NINGUÉM”, como sempre, sabia de nada, sequer dar informações.

A porta lateral do lado direito do Centro de Convenções foi aberta as 07h30min e centenas de pessoas conhecidas por seu “STATUS” e privilégios sociais na cidade, como políticos, seu assessores, vereadores e afins desfilaram pelo saguão separado por facha de contenção, rumo ao salão enquanto nós, “O POVO” sentado em cadeiras no saguão esperávamos vagas, que por ventura sobrassem.

Se esses ilustres araraquarenses não estavam na fila, em frente ao PALACETE DAS ROSAS, único local de distribuição como afirmado pela SECRETARIA DE CULTURA, como obtiveram suas entradas? Qual foi o critério usado para a entrega de convites? Que diferenças existem entre vereador, socialites e o povo? Somos todos iguais e não devemos sofrer qualquer tipo de exclusão social, em qualquer tipo de evento gratuito. Temos direitos iguais e o povo brasileiro deve começar a exigi-los. Humilhada bem antes, já nas respostas contraditórias pelos telefones e depois na fila que “GOROU”, me senti excluída e percebi que mesmo em Araraquara, esses vícios antigos de divisão de classes sociais, fomentando as desigualdades, ainda estão muito presentes. A comemoração do aniversário ficou cinzenta como os dias de chuva, que seguiram, pela falta de conduta de seus políticos – representantes do POVO, seus assessores, e pela SECRETARIA DE CULTURA, confusa e tendenciosa, diante de um evento, que não deveria ter sequer um quesito desfavorável, por ser para O POVO. Troca de favores e “carteiradas” mostram o atraso social de Araraquara, em defesa das igualdades e a certeza que por aqui, “os coronéis” ainda estão vivos e exercendo seus poderes. Que pena Araraquara!

Obs.: As palavras em letras maiúsculas foram colocadas para chamar a atenção sobre “minha saga” para conseguir os convites.— As idas e vindas no texto mostram minhas idas e vindas, atrás de informações corretas. —Não me julgo superior à ninguém… Nem inferior!!

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