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FERIADOS COMPROMETEM A ECONOMIA



Aléssio Canonice Temos convicção de que uma boa parte da população brasileira sabe que a economia do país, embora tenha dado alguns sinais positivos, ainda não atingiu o ponto ideal com base na firmeza de um governo austero, ainda deixa a desejar, onde englobam alguns motivos que contribuem para que ela não se deslanche no […]

Aléssio Canonice

Temos convicção de que uma boa parte da população brasileira sabe que a economia do país, embora tenha dado alguns sinais positivos, ainda não atingiu o ponto ideal com base na firmeza de um governo austero, ainda deixa a desejar, onde englobam alguns motivos que contribuem para que ela não se deslanche no âmbito Nacional.

Dentre os vários motivos, há de se destacar o excesso de feriados prolongados que vem ocorrendo há muitos anos e que não deixa de comprometer seriamente a nossa economia, além do comércio estabelecido que sofre com a falta de faturamentos ou vendas, principalmente em decorrência dos feriados de fins de semana.

Para ilustrar mais ainda o cenário dos feriados, em Porto Alegre, por exemplo, são doze datas comemorativas ou religiosas que transcorrem geralmente nas terças, quartas, segundas e sextas-feiras. Com isso, as perdas para a economia do Rio Grande do Sul, em especial para o comércio varejista gaúcho são expressivas, porque estão dentro do contexto geral do país.

Há algum tempo, pelo que se tem conhecimento, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul vem solicitando que os feriados sejam ajustados e adequados de forma a não prejudicar a produtividade da economia, acrescentando a esse aspecto o fato de que os feriados das quintas e sextas-feiras acabam sendo esticados e se transformam em feriadões, incluindo o sábado, nos quais lojas e indústrias deixam de realizar seus faturamentos indispensáveis.

É uma situação que se repete todos os anos e que provoca danos importantes ao movimento da economia. Cada dia parado no âmbito Nacional representa bilhões à economia, tanto ao comércio atacadista como ao varejista, porque reduz o montante dos impostos em favor dos cofres públicos, cuja perda ultrapassa a casa desses bilhões, que deixam de ser destinados à melhoria de várias situações.

Destacamos, entre elas, mais investimento na área da saúde, mesmo na educação e na segurança pública, apesar do empenho do governo, tanto em níveis federal como estadual, ainda faltam mais realizações para o incremento dessas melhorias.

De acordo com o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas, os feriados em sextas-feiras acabam acarretando prejuízos ainda maiores, uma vez que abrir o comércio apenas no sábado com meio expediente, acaba não surtindo efeitos desejáveis e também compromete o descanso prolongado dos comerciários.

Se o comércio vende menos, menos impostos são arrecadados. Assim, o excesso de feriados impacta negativamente na arrecadação de impostos, uma realidade da qual não há como inverter este cenário, até que surjam novas ideias de fazer com que alguns feriados sejam analisados sobre a importância ou não da sua existência.

Com a diminuição nas vendas e na prestação de serviços, não pode ser descartada a possibilidade de demissões, já que o comércio tem passado por muitas dificuldades nos últimos anos e várias empresas estão lutando para se manterem em plena atividade. Com as possíveis demissões, não há como reduzir o índice de desemprego, onde oscila para menos e para mais.

Em contrapartida, as cidades que têm sua economia fundamentada no atendimento aos turistas como balneários e cidades históricas, tendem a se beneficiar dos feriados, especialmente aqueles prolongados, onde o número de clientes aumenta de uma forma significativa com esse privilégio de que dispõe essas cidades.

Enfim, esse é o cenário da economia em função do excesso de feriados prolongados.

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