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Educação

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Meu prezado amigo do Facebook e conterrâneo de Vila Botelho, distrito deSanta Adélia, José Eduardo Massarente, sugere-me o tema educação para um artigo. E,na sequência, sobre formação de pessoas e informação — mas estes ficam para outraocasião.

Embora seja licenciado em Sociologia pela UNESP — até dei algumas aulinhasdessa disciplina no Colegial há muitos anos —, reconheço que, para conseguirsobreviver, optei pelo Direito. E olhe que cheguei a gostar de tentar retransmitir aos adolescentes um pouco de conhecimento. Até fui convidado em ministrar algumas aulasem faculdade.

As circunstâncias da vida levaram-me a outros rumos, mas nunca deixei devalorizar imensamente o trabalho do professor, não somente porque minha mãe chegoua lecionar numa fazenda nas proximidades da serra da Vila Negri, como tambémcasei com uma professora do curso primário, abnegada, idealista, a ponto de tirardinheiro de seu próprio bolso para comprar material que o governo do Estado forneciaprecariamente e até mesmo inventar cartilha para facilitar o aproveitamento de seusalunos.

Além disso, meu pai, que fez somente o primário na Escola Luiz Dumont,em Santa Adélia, até o fim da vida não se cansava de elogiar o seu mestre-escola,Pompílio Leme de Souza. Mas não só ele: minha mãe, meus tios, todos os da antigageração que conheci veneravam-no pela sua postura, integridade, espírito cívico, umverdadeiro educador no sentido mais amplo do termo, que formou gerações e geraçõesde santadelienses.
Também não poderia nunca esquecer-me das minhas professoras do primário,senhoras dedicadas, nem dos professores do ginásio e colegial, os quais, apesardas exigências rigorosas desses cursos na escola pública, tornaram-se meus amigosdepois de adulto. Na faculdade de Filosofia, então, admirava-os pelos seus profundosconhecimentos e pela transmissão das ideias mais contemporâneas possíveis.

No passado distante os professores, as professoras, sempre foram valorizadospela sociedade, pelo Estado, que os pagavam tão bem quanto um juiz de Direito porquenão desconheciam do extremo valor que possuíam na educação de seus filhos, umensino de qualidade.

Nem é preciso dizer que as coisas mudaram e radicalmente. Não vem ao caso,aqui e agora, discorrer sobre o óbvio que todos conhecem. Esta não é uma páginapolítica e o passado apenas fica na lembrança.

O que o País precisa é olhar para o futuro, para as próximas gerações. E aeducação é o ponto fundamental. Essa tese vem de longe. O professor FernandoHenrique Cardoso, entre outros, é um defensor ferrenho da ideia de que a radicaltransformação de um país deve começar pela educação.

Os EUA ainda continuam sendo a maior potência mundial em todos os setores,graças à educação, à escola pública, desde a Revolução Americana, país esse colonizadopor refugiados religiosos que sabiam ler e escrever para conhecer a Bíblia. Os países, ostigres asiáticos, prosperaram recentemente porque investiram maçiçamente na educação.

É o que está ocorrendo na China, um dos países emergentes dos chamadosBRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) que, logo estará — se já não ultrapassou —dominando a economia mundial. E o investimento em educação lá não tem moleza.

Nosso país precisa também entrar nessa competição. Acabar com os 19 milhõesde analfabetos e os 39 milhões de analfabetos funcionais: melhorar a educação básica,valorizar os profissionais da educação, propiciar condições para as pesquisas nasuniversidades e aprimorar o ensino técnico-profissionalizante.
O nosso futuro depende da educação.

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