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Edsons

Por Tito Cassoni

Edsons

Em todo o meu viver conheci dois Edsons importantes, aos quais nunca fui apresentado. Um foi futebolista famoso que tive a oportunidade de vê-lo jogar várias vezes, aqui mesmo em Araraquara, contra nossa gloriosa AFE (Associação Ferroviária de Esportes) que, hoje, ficaria melhor com o nome de sua antiga rival, ADA (Associação Desportiva Araraquara); primeiro, porque as ferrovias acabaram no nosso Estado, graças ao PSDB e segundo porque a sigla AFE não determina a sua cidade original, prejudicando sua divulgação. Este Edson não é daqui. É de Santos. O segundo é daqui. Não há nenhuma relação entre ambos. O primeiro tem no futebol o seu nascimento (epa!) e o segundo, se tiver algum parentesco com futebol, será pelo seu sobrenome, talvez um Leônidas. O daqui é famoso como político do PT, ex-prefeito de nossa cidade, ex-tesoureiro do PT e atual prefeito de Araraquara. Mais conhecido por Edinho. O primeiro é mais velho que o segundo em 25 anos, de modo que quando o segundo nasceu o primeiro já era famoso pelo mundo afora, fixando seu apelido no altar da glória futebolística, pois já havia sido campeão mundial por duas vezes consecutivas (1958 e 1962). Pela fama do primeiro, pela distância que nos separa e pela minha insignificância, devo reconhecer que uma aproximação com o mesmo seria impossível. Quanto ao segundo, embora moremos na mesma cidade, uma certa distância continua. Existe uma distância provocada pelas nossas idades, profissões e concepções políticas, que não teria importância, dada a minha teimosia em pensar que vivemos num regime que, na realidade, nunca existiu em nosso país, apenas na minha inocência, e que se convencionou chamar de democracia. Quase que eu a adjetivo de liberal, como se esta não estivesse implícita na definição da primeira. Sou um munícipe com os impostos em dia e, devo reconhecer, que tanto eu como o Edinho sofremos as mesmas agruras de cidadãos brasileiros, vivendo num país que se desmancha antes de ficar pronto. Eu pouco colaborei para isso. Já o mesmo não posso dizer do partido do nosso prefeito. Admiro-o pela sua carreira política, rápida e pródiga. Poderia até invejá-lo, embora não tenha essa característica. Não o invejo como prefeito. Nunca andei pelas entranhas do nosso paço, mas posso deduzir que ser prefeito de um município “quebrado”, como aliás, estão todos os municípios brasileiros, juntamente com seus respectivos Estados e Federação, não deve ser uma atribuição das mais fáceis. Poderia invejá-lo, se ambicioso fosse, como tesoureiro do seu partido, quando a receita era maior que a demanda. Como disse algum cínico em algum para-choque de caminhão: “Não peço a Deus que me dê, mas que me ponha onde haja”. Não quero com esta frase insinuar qualquer deslize quanto a honradez e honestidade do nosso executivo, que até hoje nada foi provado. Sei das dificuldades de gerir um município sem recursos. Nada tenho contra o atual prefeito, onde descobri até que, coincidentemente, a data de seu aniversário coincide em dia, mês e ano com a do meu filho. Devo confessar que já votei no Lula em priscas eras. Inclusive entendo que sua prisão foi uma justiça tipicamente política. Com a política do Brasil em frangalhos, com sua economia em plena bancarrota, precisávamos de um presidente culto e estadista e não de alguém que nem sua família consegue administrar, e o pior, ideologizado por um guru à la Rasputin, que mais acredita em bola de cristal do que na ciência. Sabe, caro leitor, qual a diferença entre a Venezuela e o Brasil? A diferença é mínima. A primeira é governada por um presidente Maduro e o segundo, por um presidente Imaturo.

É preciso reconhecer que o Edinho, apesar de ter os governos estadual e federal contrário ao seu partido recapeou, significativamente, a as nossas ruas esburacadas, muito mais do que seus antecessores, com mais amparo político.  Mas vamos aos finalmente.

Trata-se de uma sugestão ao nosso alcaide. O meu objetivo é colaborar com sua administração com sugestões possíveis. Nem ambiciono a patente da originalidade, pois é bem possível que a mesma já tenha sido considerada e tida como desprezível ou desprezável. Como saber? Mesmo assim, vá lá.

Um dos grandes problemas que nos afligem é o estacionamento de veículos, especialmente no nosso centro. Quem tem carro sabe do que estou dizendo.

Dirigir em nossa city é um tormento. Ruas estreitas, pessimamente asfaltadas, esburacadas, mal iluminadas e sem estacionamentos, principalmente no centro da cidade. O pouco de estacionamento que há, é área azul. Entretanto, preciso reconhecer o recapeamento da nossa “marginal”, dando-lhe um aspecto de 1º mundo. Parabéns, prefeito!

Trago-lhe uma sugestão simples, fácil, econômica e com excelentes efeitos práticos. Aqui vai: na rua 3, no centro da cidade, entre as avenidas Espanha e Duque de Caxias, defronte à Casa da Cultura e o prédio da nossa Edilidade, é possível um pequeno alargamento da citada rua, com seu afastamento para o lado desses prédios de tal maneira que permita a construção de uma série de boxes de acostamentos em 45°, a começar pela avenida Espanha estendendo-se até à avenida Duque, sem a destruição de sua passarela interna – apenas recuada – e a conservação do ponto de ônibus e sua cobertura. E outra, da avenida Duque de Caxias até à avenida Portugal a mesma coisa do outro lado da rua, ou seja, defronte à Prefeitura. Tudo com estacionamentos em 45°. Que se transformem em “áreas azuis”, por um certo tempo, até que se pague o seu pequeno investimento. Se bem planejada e executada daria até para colocar estacionamentos em 45° em ambos os lados, sem prejuízo do trânsito carroçável. É isso aí!

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