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Depois da Olimpíada

Luís Carlos Bedran Novamente volto das merecidas férias das férias, depois de uma semana pescando no Rio Taquari e sem sequer poder assistir televisão no rancho, impedido por ordens severas e expressas de seu dono. Nada de futebol, de novela, de noticiário político, de Olimpíada. Isso não quer dizer, porém, que os companheiros não estavam […]

Luís Carlos Bedran

Novamente volto das merecidas férias das férias, depois de uma semana pescando no Rio Taquari e sem sequer poder assistir televisão no rancho, impedido por ordens severas e expressas de seu dono. Nada de futebol, de novela, de noticiário político, de Olimpíada.
Isso não quer dizer, porém, que os companheiros não estavam ligados ao mundo, pois todos eles, com a honrosa exceção deste que vos escreve, possuíam celulares inteligentes para se comunicar com suas respectivas famílias, talvez já saudosas delas e, evidentemente saber o que se passava pelo globo.
Esses aparelhinhos têm o terrível condão de eliminar as conversas, como as que existiam antigamente, quando, ao redor de uma fogueira improvisada, com cachaça rolando, os pescadores costumavam contar seus causos, os grandes peixes que escaparam e até mesmo um pouco de verdades.
Por isso não vi a abertura dos jogos olímpicos, que dizem, uma moça muito bonita e charmosa desfilou numa extensa passarela com a maior elegância. E agora posso, de vez em quando, acompanhar os esforços dos atletas, a substituir as guerras entre os países e verificar essa bela competição dos povos, unidos em torno do aperfeiçoamento físico do ser humano.
Mas tenho acompanhado a Olimpíada com espírito filosófico, tal como os gregos antigos, aqueles especulativos que iam observar os jogos em Olímpia sem quaisquer outros interesses práticos. Foi Pitágoras (sec. 6, a. C.), um dos sete sábios da Grécia quem primeiro usou a palavra filosofia, que quer dizer amigo da sabedoria, justamente para diferenciá-lo dos atletas que lá iam para competir e dos comerciantes que vendiam seus produtos ao povo espectador.
Hoje milhões de pessoas, pela TV, veem os jogos e as competições, torcem para seus países e substituem, com vantagem tecnológica, a presença física, privilégio de alguns no Rio de Janeiro.
Assim, enquanto divago sobre as circunstâncias que envolvem os jogos e as competições, não poderia deixar de pensar em nosso país, no pós-Olimpíada — que logo será esquecida — e nos problemas que teremos de continuar a enfrentar, principalmente no que se refere à política, com dois presidentes da República, situação inédita: um, a esperar o inevitável impeachment; outro, ainda, também a esperar uma definição do Senado para poder governar para valer. E com uma grave crise, em todas as áreas, para debelar.
E no dia a dia, também a esperar as eleições municipais que definirão quem serão os políticos que nos governarão por quatro anos. Pois essas serão as mais importantes agora porque repercutirão na vida de todos nós.

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