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De política



Não votei na presidente Dilma porque achava, no mínimo estranho alguémtentar se aventurar a ser presidente da República sem nunca ter sido eleito através dovoto secreto e universal, muito embora não desconhecesse o poder da transferência devoto do ex-presidente.

Não votei na presidente Dilma porque achava, no mínimo estranho alguémtentar se aventurar a ser presidente da República sem nunca ter sido eleito através dovoto secreto e universal, muito embora não desconhecesse o poder da transferência devoto do ex-presidente.

Ele saiu do governo com altíssimo índice de popularidade. Com o real forte,que propiciou ao homem do povo melhorar de vida, este, reconhecido, fez o que Lulapediu encarecidamente, durante pelo menos dois anos, bem antes do prazo do início dadisputa: que votasse na Dilma.

Presidente de todos nós que estamos no mesmo barco, como patriota, torço paraque ela faça um bom governo. E, pelo jeito, começou bem.

O maior partido oposicionista, o PSDB, disse que pretende se revitalizar. Nãoque esteja morto, para retornar à vida, pois esse é o sentido do verbo, mas sim parareagir com vigor ao papel que deveria ter exercido durante os últimos oito anos, e quenão o fez: o de oposição efetiva.

Não há razão para se temer qualquer oposição, pois esta é fundamental parao exercício pleno da democracia. Mas ela deve ser construtiva. Apontar as falhas dasituação e propor ideias. Até mesmo, tal como existia na época de Churchill, quando elehavia sido derrotado nas urnas, o da formação de um governo paralelo, crítico.
No entanto, ainda é cedo para a oposição manifestar-se. Há de se esperar, pelomenos, os cem próximos dias. Até então, deve aguardar, principalmente, o trabalho dosministros.

Não fosse o exagero do número de partidos, seria mais fácil existir uma sólidaoposição. Mas enquanto o Parlamento não ousar fazer a reforma política — e que não éde interesse da maioria —, ainda teremos de conviver com os partidos de aluguel, quefazem de tudo para ficar ao lado do poder.

Dizem que o PSDB tem muitos caciques e poucos índios. É verdade. Nomesimportantes, respeitáveis, mas o partido, até agora, não consegue ter, efetivamente, umapenetração popular.

Não que ele seja elitista, mas não está sabendo captar a simpatia do cidadãocomum. É preciso aprender muito com o PT…

Luiz Carlos Bedran

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